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Cotrim Figueiredo espera que portugueses na Venezuela estejam a ser protegidos

Lusa 03 de janeiro de 2026 às 11:52
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Eurodeputado considerou também que qualquer infração ao direito internacional é, por si só, criticável.

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo espera que os portugueses que estão na Venezuela estejam a ser apoiados e protegidos, depois da intervenção militar dos Estados Unidos.

Cotrim de Figueiredo, candidato às eleições presidenciais
Cotrim de Figueiredo, candidato às eleições presidenciais DR

"A comunidade portuguesa na Venezuela deve ser protegida, portanto, espero que os serviços diplomáticos portugueses, incluindo a Presidência da República, estejam já em campo para assegurar todo o apoio que seja necessário aos portugueses que ainda estão na Venezuela e aos portugueses que, agora, possam ter a ideia de regressar à Venezuela depois de um exílio forçado nos últimos anos", afirmou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, no final de uma visita ao Mercado de Loulé, no distrito de Faro.

Além disso, o eurodeputado considerou que qualquer infração ao direito internacional é, por si só, criticável, acrescentando que a ação militar dos Estados Unidos não foi precedida por qualquer consulta com nenhum aliado ou instituição multilateral.

"Mas, ao mesmo tempo, também dizer que a comunidade internacional não soube lidar com uma ditadura na Venezuela que há demasiado tempo oprime o povo venezuelano e usurpou as eleições de há dois anos", referiu.

Cotrim Figueiredo espera que rapidamente se estabeleça a normalidade naquele país e que o povo venezuelano tenha a oportunidade de expressar a sua opinião livre quanto ao futuro que deseja ter e que isso corresponda a um período de paz e de prosperidade.

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"E que permita a todos, venezuelanos e à comunidade portuguesa que possa lá querer regressar, uma vida mais calma e mais próspera", insistiu.

O eurodeputado contou ainda que quando soube da intervenção militar contactou a oposição venezuelana, nomeadamente Maria Corina Machado e Pedro Urruchurtu, de quem é amigo, para se inteirar da situação, mas as informações disponíveis eram ainda "muito pouco claras".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro.

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