Comissão da Transparência mantém o lobbying uma actividade opaca

Comissão da Transparência mantém o lobbying uma actividade opaca
Diogo Barreto 03 de abril de 2019

Susana Coroado, da associação Transparência e Integridade, considera que as empresas de lobbying não terem de dizer quem são os seus clientes não é saudável para o exercício de transparência.

O lobbying foi aprovado na passada terça-feira pela Comissão da Transparência. Mas esta versão que foi agora aprovada faz com que os lobistas não tenham de informar quem representam.

Todas as entidades que se dedicarem à representação de determinados interesses vão ter de declarar as suas intenções junto de entidades públicas como Parlamento, Governo ou entidades públicas. Deverão, em seguida, indicar os principais interesses que estão a representar, mas não terão de indicar os clientes que representam.

Susana Coroado, vice-presidente da Transparência e Integridade, frisa que o lóbi, enquanto tentativa de influência de decisões políticas, "já existe e de todas as formas". "A partir do momento em que há associações empresariais, sindicatos, etc., isso já constitui uma forma de fazer lóbi, embora não se utilize oficialmente essa expressão", explica.

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