CDS: demissões na Guarda e Portalegre em rutura com Chicão

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Margarida Davim 08 de abril de 2021
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Líderes das distritais batem com a porta por divergências com a direção do CDS. Na Guarda a gota de água foi não haver coligação com o PSD na Mêda.

No espaço de dias, dois líderes de distritais do CDS saem em rutura com a liderança de Francisco Rodrigues dos Santos. Nuno Serra Pereira deixa a liderança do CDS Portalegre. Henrique Monteiro demite-se do CDS Guarda.

Francisco Rodrigues dos Santos
Francisco Rodrigues dos Santos José Sena Goulão/Lusa
" Tenho as demissões de dois terços da distrital. Solidariamente também me vou demitir", confirma à SÁBADO Henrique Monteiro, explicando que as cartas de demissão começaram a chegar mal se soube que as negociações com o PSD para uma coligação na Mêda tinham falhado.

A Mêda é um dos concelhos do país onde historicamente o CDS tem conseguido os melhores resultados e a expectativa dos centristas era liderar uma coligação com o PSD para vencer a Câmara ao PS.

Mas se há quatro anos o PSD recusou dar ao CDS o cabeça de lista à Mêda, agora a história repetiu-se.

Em 2017, o falhanço nas negociações, levou a distrital do CDS da Guarda a ver na atitude do PSD uma "falta de respeito institucional" e a decidir não m fazer nenhuma coligação com os sociais-democratas no distrito, apresentando candidaturas a todos os concelhos à excepção de Almeida onde houve uma candidatura independente.

Agora, Francisco Rodrigues dos Santos avocou as negociações mas o resultado foi idêntico e Henrique Monteiro vê nisso um "falhanço".

" A direção nacional avocou as negociações deixando à margem a distrital sem qualquer informação. O fracasso das negociações só pode ser atribuído à nacional", ataca o líder distrital.

Henrique Monteiro diz que mantinha a expectativa de que a forma como o CDS deu a liderança da coligação de Lisboa ao PSD fosse compensada por outros concelhos. "Até pensámos que a claudicação em Lisboa era para compensar na Mêda ou em Nelas", confessa, fazendo contas às coligações anunciadas para chegar à conclusão de que os resultados de Rodrigues dos Santos não são bons.

"Temos a Covilhã e São João da Madeira porque foram negociadas por Adolfo Mesquita Nunes e João Almeida, que serão os cabeças de lista", nota.

Henrique Monteiro sai lamentando não ter sido ouvido. "Fui-me queixando nos órgãos próprios da falta de comunicação", garante.

Em Portalegre, a demissão acontece, segundo uma fonte centrista, graças ao "clima de divisão" que se vive no partido e ao "mal-estar com a direção".

Contactado pela SÁBADO, Nuno Serra Pereira não quis porém fazer comentários, remetendo mais esclarecimentos para um comunicado que a distrital deverá emitir em breve.
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