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"Já vem tarde", diz dirigente do CDS sobre demissão na Guarda

Margarida Davim
Margarida Davim 09 de abril de 2021 às 11:22
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João Merino, da Comissão Política Nacional do CDS, não poupa críticas ao líder demissionário da distrital da Guarda, que sai por não haver acordo na Mêda com o PSD. "Se não é incompetência é má-fé", reage à SÁBADO.

Henrique Monteiro apresentou a demissão da distrital da Guarda depois de esta quinta-feira ter ficado claro que o CDS não tinha chegado a um entendimento com o PSD para uma coligação na Mêda, um dos concelhos do país onde os centristas têm melhores resultados. Mas na direção nacional do partido entende-se que Monteiro tem a sua quota de responsabilidade neste desfecho. 

"Henrique Monteiro disse que não negociava com o PSD. Agora demite-se por não haver acordo com o PSD na Mêda", nota João Merino, da Comissão Política Nacional do CDS, que defende que "a nacional interveio [nas negociações com os sociais-democratas na Mêda] para ajudar a resolver um problema". 

Para Merino, "não se chegou a acordo porque o CDS tem um peso superior na Mêda e o PSD não quis ceder o cabeça de lista", mas "a direção nacional defendeu o CDS em toda a linha". 

"Henrique Monteiro é que se demitiu de fazer o seu trabalho", ataca o também líder da distrital de Setúbal do CDS, que diz que a forma como a distrital da Guarda se tem comportado em todo o processo "se não é incompetência é má-fé" de Monteiro, que Merino acha que tem "acusado a direção em coisas que são funções e competências dele".

"A demissão já vem é tarde. Henrique Monteiro demonstrou desde o início do mandato desta nova direção que tem estado sempre contra". 

Em comunicado, Henrique Monteiro explica a demissão com a "profunda frustração" sentida na distrital da Guarda pelo "anúncio do fracasso das negociações em torno da coligação com o PSD no concelho da Mêda, negociações essas que foram conduzidas pela direção nacional do partido, deixando à margem a estrutura distrital legitimamente eleita e em plenitude de funções". 

"Este fracasso apenas é justificável à luz de uma evidente inabilidade negocial por parte da direção nacional do CDS-PP e vem pôr em causa o património eleitoral do partido", acusa o agora demissionário líder da distrital da Guarda.

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