Cartão Vermelho: a dívida "Ricardina" de Luis Filipe Vieira e 18 pessoas sob escuta

Cartão Vermelho: a dívida 'Ricardina' de Luis Filipe Vieira e 18 pessoas sob escuta
Carlos Rodrigues Lima 13 de janeiro

Nas milhares de conversas intercetadas, há referências a “donativos” em Angola, a Hernani Vaz Antunes, comissionista da Altice, e um encontro de Luís Filipe Vieira com Ricardo Salgado. Vejam quem foram os alvos das escutas

O dia 24 de outubro de 2018 foi apenas mais um na atarefada vida de Luís Filipe Vieira, como presidente do Benfica e, na sombra, líder dos negócios da família e do grupo Promovalor. Mas o que Vieira desconhecia é que nesse dia a Autoridade Tributária (AT) e o Ministério Público (MP) tinham começado a ouvir as suas conversas ao telefone, prolongando as escutas telefónicas por mais de dois anos na designada Operação Cartão Vermelho.

Se Luís Filipe Vieira falasse, pelo menos, 10 vezes por dia ao telefone, então a investigação, em três anos de escutas, ouviu para cima de 10 mil conversas do ex-presidente do Benfica, arguido no processo por suspeitas de abuso de confiança, burla qualificada, branqueamento de capitais e abuso de informação privilegiada.

Numa dessas conversas, como aconteceu a 17 de abril de 2020, quando Vieira foi intercetado a falar com um indivíduo identificado como Francisco Morais, as autoridades apanharam o rasto de uma pista angolana. O tema passava por eventuais créditos que o grupo Valouro de José António Santos (o Rei dos Frangos e também arguido no processo Cartão Vermelho) teria a receber em Angola.

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