Depois de Estados Unidos e Israel terem abatido o líder supremo do Irão foram várias as outras caras importantes do regime que também foram eliminadas. Entre elas estão membros dos serviços de inteligência e das forças armadas.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgaram esta segunda-feira uma lista de "líderes terroristas" iranianos que o país já eliminou desde outubro de 2023 - ano em que eclodiu a guerra com o grupo extremista Hamas - e entre os quais se encontram alvos que já foram abatidos desde sábado - data em que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão devido ao alegado avanço do seu Programa Nuclear.
Irão: apoiantes do regime reagem após eliminação de figuras importantesFoto AP/Khalil Hamra
Líder supremo iraniano
Nesta listagem consta o líder supremo iraniano - o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, - que, segundo os meios de comunicação sociais citados pelo Al Jazeera, morreu no seu escritório. "Ele foi incapaz de escapar aos nossos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados e, ao trabalhar em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que [também] foram mortos, pudessem fazer", escreveu o presidente norte-americano, Donald Trump, nas redes sociais.
Em homenagem ao aiatolá, foi anunciado um período de luto de 40 dias e 7 dias de feriado.
Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas
Mas não só os ataques acabaram por matar o líder supremo do Irão. Também estes vitimaram pelo menos um membro importante das forças armadas iranianas: foi o caso do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, que comandava a Guarda Revolucionária do Irão.
Dois membros do ministério de Inteligência
A estes somaram-se ainda dois elementos de alto escalão do ministério da Inteligência iraniana. Entre os mortos estão, então, Sayed Yahya Hamidi, ministro-adjunto da Inteligência para os assuntos relacionados com Israel, que terá liderado "atividades terroristas contra judeus, atores ocidentais e opositores do regime do Irão e no exterior", e Jajal Pour Hossein, descrito como chefe da divisão de espionagem. O ministério também foi atacado pela Força Aérea, acrescenta a mesma nota israelita.
Alvos do Hezbollah
Já numa outra publicação feita na rede social X, as IDF anunciaram ter atacado "alvos do Hezbollah em todo o Líbano", não mencionando, no entanto, nenhum nome. Anteriormente, Israel já havia garantido que o líder do grupo xiita libanês, Naim Qassem, seria um alvo a abater.
Os alvos abatidos desde outubro de 2023
Na mesma publicação principal das Forças de Defesa israelitas são também mencionados outros nomes que já morreram desde outubro de 2023. Entre eles consta, por exemplo, o do antigo líder do Hamas, Yahya Sinwar, e o do ex-líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.
A estes somam-se o ex-chefe do Estado-Maior iraniano, Mohammad Bagheri, o comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami, o comandante da ala militar do Hamas, Mohammed Sinwar, o comandante do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, Gholam Ali Rashid, o comandante da força aérea do corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadeh, o comandante do corpo sírio-libanês da força Quds, Hossein Mahdavi, o comandante da frente sul do Hezbollah, Ali Kharki, o chefe das operações do Hezbollah, Ibrahim Aqil, o comandante militar de alta patente do Hezbollah, Fuad Shukr, o chefe da ala militar do Hamas, Mohammed Deif e o chefe do Estado-Maior das forças armadas dos Houthis, Mohammed Al-Ghamari.
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