O polícia, um agente do estado venezuelano de Portuguesa, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Caracas, tinha mais de 20 anos de serviço e tinha sido detido em 09 de dezembro por ter “partilhado mensagens críticas ao regime e ao governador do estado”.
Um polícia detido em dezembro na Venezuela por traição à pátria, morreu no sábado, anunciou este domingo um grupo de defesa dos direitos humanos, pouco depois do início das libertações de opositores pelas autoridades, sob pressão dos Estados Unidos.
policia venezuelaGetty Images
O grupo, uma Organização Não-Governamental, chamada “Comité de Famílias pela Liberdade dos Presos Políticos”, condenou, em comunicado publicado na rede social X, “a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernandez”, de 52 anos, “62 horas após o anúncio oficial das libertações”.
O polícia, um agente do estado venezuelano de Portuguesa, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Caracas, tinha mais de 20 anos de serviço e tinha sido detido em 09 de dezembro por ter “partilhado mensagens críticas ao regime e ao governador do estado”.
A Venezuela anunciou na quinta-feira a libertação de um “número significativo” de prisioneiros, incluindo estrangeiros, mas apenas cerca de 20 pessoas detidas por motivos políticos foram libertadas desde então, de acordo com familiares e defensores dos direitos humanos.
O Governo venezuelano apresentou a medida como um gesto de “coexistência pacífica”, enquanto os Estados Unidos a veem como uma consequência da sua intervenção após o bombardeamento do país para capturar o Presidente, Nicolás Maduro, em 03 de janeiro.
O partido da oposição Primero Justicia, ao qual pertence o líder preso Juan Pablo Guanipa, também relatou a morte e exigiu a “liberdade imediata, plena e incondicional para todos os prisioneiros políticos, civis e militares”.
Desde 2014, 18 prisioneiros políticos morreram sob a custódia do Estado venezuelano, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.
De acordo com a ONG Foro Penal, a Venezuela conta atualmente com mais de 800 presos políticos.
Os protestos contra a proclamação da vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 2024 levaram à prisão de 2.400 pessoas. Mais de 2.000 foram posteriormente libertadas, de acordo com números oficiais.
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