Número de agentes de imigração nas ruas ficará reduzido a cerca de dois mil.
O governo norte-americano está a reduzir o número de agentes de imigração no Minnesota. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo "czar da fronteira", Tom Homan, que adiantou que cerca de 700 agentes do ICE (agência de imigração dos Estados Unidos) e da Patrulha de Fronteiras serão retirados desse estado. A decisão surge depois das autoridades estaduais e federais terem concordado em entregar imigrantes detidos.
agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA deixam o Tribunal do Rio MissouriLauren Miller/Montana Free Press/CatchLight Local/Report for America via AP
“O presidente Trump enviou-me para aqui para ajudar a diminuir a tensão que estava a acontecer. Não estamos a desistir da nossa missão. Estamos apenas a tornar isto mais eficaz e mais inteligente”, disse Homan ao acrescentar que a pedido do presidente dos Estados Unidos "trouxe uma perspetiva diferente" para Minnesota.
Esta mudança ocorre depois de terem sido enviados milhares de agentes e polícias para Minnesota - uma mobilização que, segundo o ICE representa a "maior operação da agência até hoje", e depois de na segunda-feira a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, ter começado a distribuir câmaras corporais por todos os agentes de imigração.
"Com efeitos imediatos, estamos a distribuir câmaras corporais para todos os polícias em serviço em Minneapolis. Conforme houver disponibilidade de recursos, o programa será expandido para todo o país", disse Noem citada pelo jornal G1.
As operações de imigração já causaram distúrbios por várias cidades norte-americanas e intensificaram os protestos contra o ICE e o governo de Donald Trump, especialmente desde o assassinato do enfermeiro de 37 anos, Alex Pretti - o segundo perpetuado pelas autoridades norte-americanas. Apesar de os agentes terem matado dois cidadãos americanos, Homan evitou criticar as operações realizadas pelo ICE antes da sua chegada. A operação sob o comando de Gregory Bovino foi "muito eficaz no que diz respeito à segurança pública", disse. "Foi uma operação perfeita? Não". Mais tarde, disse: "Não vou ficar aqui a apontar o dedo a ninguém".
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