Leitão Amaro decidiu aventurar-se com um vídeo promocional nas redes sociais, Nuno Melo achou por bem assinalar os “anos” de um sargento, Maria Lúcia Amaral tropeçou na expressão “ciclogénese explosiva”. A liderar os ministros, Luís Montenegro falou e agiu quase sempre tarde
O problema não é apenas o vídeo de 18 segundos em que Leitão Amaro surge de mangas arregaçadas e a roer as unhas (uma encenação infantil de preocupação?), cercado de assessores (presume-se que para mostrar que há muitas pessoas a trabalhar muito). O problema também não é apenas alguém – o ministro não esclareceu quem – ter decidido partilhar um vídeo promocional do ministro da Presidência numa altura em que já se sabia que tinham morrido cinco pessoas, que havia milhares sem água, eletricidade, comunicações ou uma casa com condições mínimas de habitabilidade. O problema é que, mesmo quando decidiu apagar o vídeo (e uma vez na Internet, para sempre na Internet, como todos sabemos), o ministro fez o habitual passa-culpas. A questão não era o vídeo em si, mas a forma como as pessoas o viam: numa curta declaração, a única mensagem que repetiu foi o modo como “foi entendido”, a “interpretação geral” ou “a interpretação que suscitou em algumas pessoas”. Leitão Amaro até disse que compreendia a interpretação (vá lá), mas o que o País não compreende certamente é que isso seja o máximo que tem a dizer sobre um vídeo que, obviamente, nunca devia ter sido feito nem publicado no meio de uma catástrofe.
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