Parlamento catalão quer Puigdemont investido e exige liberdade para presos políticos

C.A.C. , Lusa 28 de março de 2018
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Na Escócia, a ex-conselheira do Governo Regional da Catalunha Clara Ponsati entregou-se às autoridades e vai aguardar em liberdade a decisão sobre a extradição.

Puigdemont
Clara Ponsati
Espanha, Carles Puigdemont, Tribunal Constitucional, Bruxelas, Parlamento, Catalunha, Madrid, política, governo
Puigdemont
Clara Ponsati
Espanha, Carles Puigdemont, Tribunal Constitucional, Bruxelas, Parlamento, Catalunha, Madrid, política, governo

O parlamento catalão, dominado pelos partidos independentistas, exigiu, esta quarta-feira, a liberdade dos deputados presos e reivindicou o direito de Carles Puigdemont a ser investido presidente do Governo regional.

As resoluções, que não são vinculativas e têm um cariz simbólico, reclamam a "colocação em liberdade imediatamente de todos os deputados e ex-deputados" do parlamento que "estão privados da liberdade".

Os partidos independentistas (Juntos pela Catalunha, Esquerda Republicana da Catalunha e Candidatura de Unidade Popular) votaram a favor e os unionistas (Cidadãos, Partido Popular da Catalunha e Partido Socialista da Catalunha) contra.

Na posição tomada pelo parlamento, a instituição compromete-se a "adoptar todas as medidas necessárias para garantir" que os presos catalães "possam exercer os seus direitos políticos".

Carles Puidgemont foi detido no domingo pela polícia alemã junto à fronteira com a Dinamarca no cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pela justiça espanhola.

Clara Ponsati entregou-se à polícia
Em Edimburgo, na Escócia, também esta quarta-feira, a ex-conselheira do governo regional da Catalunha Clara Ponsati entregou-se às autoridades. A ex-dirigente catalã vai apresentar um recurso contra o processo de extradição, depois de se tornar alvo de um mandado de captura europeu.

Segundo a BBC, o juiz decidiu manter Ponsati em liberdade até à decisão da extradição, marcada para 18 de Abril. O passaporte foi confiscado pelas autridades irlandesas. 

Ponsati acompanhou o ex-presidente do Governo regional catalão na sua fuga para a Bélgica em outubro de 2017 e tinha-se mudado para Edimburgo no início deste mês para dar aulas na Universidade de St. Andrews.

Clara Ponsati recebeu apoio de membros do Partido Nacionalista escocês (SNP), que partilha as aspirações dos independentistas catalães. A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, líder do SNP, referira, entretanto, que o seu Governo não tinha "qualquer poder" para intervir no processo, que está a ser conduzido de forma "independente" pela polícia e pela justiça.

Na sexta-feira da semana passada, o Supremo Tribunal espanhol acusou de delito de rebelião 13 separatistas pela sua participação no processo de independência da Catalunha, entre os quais se encontram o Carles Puigdemont, refugiado até agora na Bélgica, e o seu ex-presidente, Oriol Junqueras, preso desde Novembro de 2017.

São acusados de terem organizado o referendo de autodeterminação de 1 de Outubro de 2017 apesar de este ter sido proibido por violar a Constituição espanhola.

A 27 de outubro de 2017, Madrid decidiu intervir na Comunidade Autónoma, através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram a 21 de Dezembro último.

O bloco de partidos independentistas manteve nessas eleições a maioria de deputados no parlamento regional, mas está a ter dificuldades para formar um novo executivo.




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