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Os sete encontros entre Trump e Xi Jinping

Os líderes norte-americano e chinês estão reunidos, até sexta-feira em Pequim numa tentativa de aproximar as duas maiores economias mundiais.

Donald Trump chegou quarta-feira, 13 de maio, a Pequim para se reunir com o homólogo chinês, este é já o sétimo encontro entre os dois líderes das duas maiores economias do mundo.  

AP Photo/Mark Schiefelbein

A relação entre os dois países vive de altos e baixos e depois de um aparente afastamento durante o mandato de Joe Biden, um presidente norte-americano regressa a solo chinês pela primeira vez desde 2017, altura em que Trump também era presidente.  

Está também já anunciada, ainda que sem data, uma visita de Xi Jinping aos Estados Unidos para a manutenção das conversações. 

Recorde os encontros anteriores entre Trump e Xi Jinping  

6 de abril de 2017 - Palm Beach, Estados Unidos

O primeiro encontro entre os dois líderes realizou-se na residência de Trump em Mar-a-Lago poucos meses depois de o republicano ter chegado à Casa Branca. Trump tinha levado a cabo uma campanha presidencial marcada por fortes críticas às práticas comerciais da China e o seu impacto na economia americana.  

Durante o encontro Trump e Xi Jinping parecem ter desenvolvido uma relação próxima e o norte-americano chegou a dizer que foram feitos “progressos tremendos” com vista à melhoria das relações entre os países. Ainda assim a reunião foi ofuscada pela decisão dos Estados Unidos se lançarem ataques aéreos contra a Síria, então liderada por Bashar al-Assad, apoio de Pequim, durante a visita oficial. 

9 de junho de 2017 - Hamburgo, Alemanha

Trump e Xi Jinping encontraram-se à margem da cimeira do G20, dando origem a uma tradição de se juntarem durante importantes encontros internacionais. O encontro focou-se principalmente no programa nuclear e nos laços económicos da Coreia do Norte.  

Um mês depois o republicano deu o primeiro passo na guerra comercial contra a China lançando uma investigação sobre o alegado roubo da propriedade intelectual norte-americana. Trump invocou a seção 301 da Lei do Comércio de 1974 para preparar a imposição de tarifas punitivas à China.  

8 a 10 de novembro de 2017 - Pequim, China

Tal como na visita que está agora a decorrer, Trump chegou à China, para uma visita de três dias, acompanhados por uma delegação de CEOs e líderes empresariais.  

As negociações foram levadas a cabo com um tom positivo e Trump anunciou “acordos comerciais” para as áreas da energia, agricultura e tecnologia, ainda assim alguns dos acordos não foram cumpridos e alguns meses depois foram anunciadas tarifas norte-americanas à China.  

1 de dezembro de 2018 - Buenos Aires, Argentina

Encontram-se novamente à margem da cimeira do G20 meses depois de terem sido impostas tarifas a produtos chineses e as agências governamentais norte-americanas terem sido proibidas de usar produtos da Huawei e ZTE.  

Apesar das tensões a Casa Branca considerou o encontro como um “grande sucesso” uma vez que os líderes concordaram em iniciar negociações sobre a proteção da propriedade intelectual e o cibercrime. 

29 de junho de 2019 - Osaka, Japão

À margem da cimeira do G20 as duas maiores economias do mundo acordaram com uma série de medidas para conter a rivalidade e iniciar as negociações para um acordo comercial, incluindo a suspensão de novas tarifas norte-americanas, negociações comerciais mais abertas, uma flexibilização das restrições à Huawei e um compromisso chinês de comprarem mais produtos agrícolas aos Estados Unidos.  

Muitos destes compromissos não chegaram a ser cumpridos devido às implicações comerciais do covid.  

30 de outubro de 2025 Busan, Coreia do Sul

Durante a cimeira da APEC - Asia-Pacific Economic Cooperation - ocorreu o primeiro reencontro entre Xi e Trump e no seguimento foi anunciado um ano de pausa na guerra comercial, que tinha levado os Estados Unidos a imporem tarifas de 145% às importações chinesas e a China a impor tarifas de 125%.  

Apesar da trégua, Trump voltou a impor tarifas, de em setores específicos para restringir as importações de tecnologia chinesa. Enquanto Pequim reforçou o controlo sobre a exportação de minerais de terras raras.  

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