O plano para esconder a mãe de Jesus

Susana Lúcio 24 de dezembro de 2019

A sua figura provocou uma das guerras mais violentas de sempre nos corredores da Igreja Católica. Houve agressões físicas, subornos e excomunhões. Quem quis apagar da História a mulher mais adorada em todo o mundo? E porquê?

Os bispos nunca tinham estado tão divididos. Na véspera da votação, os seminários, conventos e restaurantes à volta do Vaticano fervilhavam em acesas discussões. A 29 de Outubro de 1963, em pleno Concílio Vaticano II, a Basílica de São Pedro ia encher-se para decidir se a Virgem Maria merecia constar de um texto só para si ou se faria parte simplesmente de um texto geral. Se vencesse a primeira posição, Maria poderia ser consagrada co-redentora e isso significaria que Jesus teria tido a ajuda da mãe na salvação da Humanidade. Algo impensável para a Igreja mais conservadora.

Na manhã da votação, à entrada da basílica, os bispos orientais distribuíram panfletos a apelar a favor de um texto particular sobre Maria. No momento da votação fez-se silêncio absoluto. Entre os 2193 presentes, 1114 votaram contra, 1074 a favor e cinco não quiseram pronunciar-se. A consternação foi geral.

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