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A área E1 abrange cerca de 3% de toda a Cisjordânia ocupada e cria um triângulo entre Jerusalém, Belém e Ramallah.
Israel vai começar a construir, no próximo mês, uma estrada que
isolará o coração da Cisjordânia ocupada e consolidará a anexação de uma área crucial
para a existência de um Estado palestiniano.
Estrada em construção atravessa Cisjordânia perto de JerusalémAP Photo/Ohad Zwigenberg
A estrada é uma peça fundamental do projeto de construção de
um novo colonato na área E1, no leste de Jerusalém, que fragmentaria toda a
Cisjordânia. O ministro das Finanças israelita já referiu que os planos pretendem
“enterrar a ideia de um Estado palestiniano”.
Projetado como um corredor de trânsito fechado aos veículos
palestinianos, o desvio dá um pretexto a Israel para impedir que os locais utilizem
as estradas existentes na área onde ficará o colonato e apenas os veículos
israelitas serão permitidos. Além disso, o planeamento da estrada passa por cima
de casas na comunidade de As Saraiya, pelo que está prevista a sua demolição,
enquanto comunidades como Elazariya, Abu Dis e Sawahra vão ficar isoladas
dentro de blocos de colonatos.
O desvio já foi batizado como “estrada da soberania”, assim
que a sua construção foi aprovada em 2020 pelo então ministro da Defesa,
Naftali Bennett, que celebrou o seu papel como instrumento de anexação: “Estamos
a aplicar a soberania em atos, não em palavras”.
Já os opositores ao projeto têm acusado Israel de querer
construir uma “estrada do apartheid” por forçar os israelitas e os
palestinianos a utilizarem sistemas de transportes diferentes. “Será também um
instrumento para a limpeza étnica das comunidades palestinianas remanescentes
na área. Eles querem a terra, não querem as pessoas”, considerou Hagit Ofran,
especialista em colonatos do grupo israelita de defesa dos direitos humanos
Peace Now.
A área E1 abrange cerca de 3% de toda a Cisjordânia ocupada
e cria um triângulo entre Jerusalém, Belém e Ramallah, que é crucial para o
desenvolvimento e a prosperidade de um futuro Estado palestino. Se este
colonato se concretizar, vai dividir o norte e o sul da Cisjordânia ocupada e
isolará ainda mais Jerusalém Oriental das outras comunidades palestinianas.
Quando Israel, aprovou formalmente o projeto E1 no ano
passado, mais de 20 países, incluindo o Reino Unido, a França, o Canadá e a
Austrália, condenaram essa decisão como uma violação inaceitável do direito
internacional. Já em 2024, o Tribunal Internacional de Justiça da ONU decidiu
que a ocupação israelita dos territórios palestinianos era ilegal e ordenou que
Israel a encerrasse "o mais rápido possível.
Ainda assim, desde então o governo israelita tem prosseguido
com a expansão dos colonatos e enfrentado pouca oposição, seja interna ou
internacional.
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