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Irão: Secretário da Defesa dos EUA estima que guerra custe 32,9 mil milhões de euros

Trata-se de um aumento de quase 30% em comparação com a estimativa anterior.

O secretário da Defesa dos EUA estimou esta quarta-feira que a guerra no Irão custará aos Estados Unidos 37,5 mil milhões de dólares até ao final de setembro, um aumento de quase 30% em comparação com a estimativa anterior.

Pete Hegseth, secretário de Estado da Defesa dos EUA
Pete Hegseth, secretário de Estado da Defesa dos EUA AP

Pete Hegseth apresentou esta estimativa de 37,5 mil milhões de dólares (32,9 mil milhões de euros) a uma comissão do Senado dos EUA, onde defendeu o pedido da administração Trump para um financiamento adicional de 67 mil milhões de dólares (58,7 mil milhões de euros) para o Pentágono.

Este valor representa um aumento de 8,5 mil milhões de dólares (7,45 mil milhões de euros) em pouco mais de dois meses e acontece numa altura em que o conflito, que começou em 28 de fevereiro, se prolonga mais do que o previsto.

Hegseth, interrompido por manifestantes durante o seu depoimento, pediu aos senadores um orçamento total de 1,5 biliões de dólares (1,32 biliões de euros) para o Pentágono.

O secretário de Defesa afirmou que a China e a Rússia estão a auxiliar o Irão "a diferentes níveis" e a facilitar algumas das suas atividades.

Durante o período de perguntas, a senadora republicana Lisa Murkowski questionou Hegseth se a Casa Branca acredita que a autorização do Congresso é desnecessária para a continuidade das operações militares no Médio Oriente.

Hegseth respondeu que o Governo acredita ter a autoridade necessária e apontou mais tarde que o esforço militar dos EUA para guiar navios através do estreito de Ormuz continuou "secretamente" desde maio e ajudou a facilitar a passagem de até 500 milhões de barris de petróleo.

Em 08 de julho, o Presidente Trump declarou o fim do cessar-fogo e as hostilidades foram retomadas, resultando em mais baixas entre as forças norte-americanas.

O Pentágono identificou hoje o sargento Michael Emmanuel Swinton como o militar norte-americano morto na explosão de um drone iraniano no Iraque durante a atual escalada da guerra com o Irão.

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A sua morte junta-se ao número de outros dois militares mortos na Jordânia, o primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, e a soldado Isabella Gonzales, de 19 anos.

Estas são as primeiras baixas norte-americanas no conflito desde que o cessar-fogo entre Washington e Teerão foi quebrado há cerca de duas semanas.

Com estas mortes, pelo menos 17 militares norte-americanos morreram desde que os Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva inicial da atual guerra contra o Irão, em 28 de fevereiro.

O Departamento de Defesa informou na segunda-feira que quase 100 militares ficaram feridos nas últimas duas semanas durante a atual escalada do conflito, o que está a dificultar os esforços para negociar um acordo de paz.