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Secretário da Defesa dos EUA vai a França em viagem oficial e leva os seis filhos

A mulher também foi incluída na comitiva; Pete Hegseth já fez saber que paga as despesas, mas não falou na segurança.

Pete Hegseth, secretário de Estado da Defesa da Administração Trump, está a ser alvo de fortes críticas nos Estados Unidos por ter levado a mulher e os seis filhos numa viagem oficial a França, onde participa este sábado nas celebrações do 82.º aniversário do Dia D, que assinala o desembarque das tropas norte-americanas na Normandia, decisivo para o fim da 2.ª Guerra Mundial.

Pete Hegseth, secretário de Estado da Defesa dos EUA
Pete Hegseth, secretário de Estado da Defesa dos EUA AP

Um porta-voz do Pentagno já veio dizer que todas as despesas da família estão a ser cobertas por Hegseth, garantindo que o departamento mantém “padrões rigorosos para garantir que os recursos dos contribuintes sejam protegidos enquanto os altos funcionários cumprem as suas funções oficiais”. Só não explicou se essa cobertura inclui a segurança.

O Washington Post cita dois ex-funcionários da agência responsável pela segurança de Pete Hegseth, que garantem que a presença das crianças e da mulher na comitiva está a aumentar a pressão sobre a equipa de segurança, sobretudo face às constantes ameaças decorrentes do atual contexto internacional.

Nas redes sociais foram partilhadas imagens da chegada do clã Hegseth a Paris, a caminhar sobre uma passadeira vermelha junto à delegação francesa que o recebeu, depois de aterrar a bordo de um jato militar norte-americano.

“Nunca, jamais vi nada parecido com isto, uma família inteira envolvida”, disse um ex-funcionário da Divisão de Investigação Criminal (CID) do Exército, a agência responsável por garantir a segurança nas deslocações do secretário de Estado da Defesa, no país e no estrangeiro, citado pelo Washington Post

A segurança do secretário da Defesa no estrangeiro exige uma equipa de reconhecimento para avaliar potenciais ameaças antes da chegada do governante, agentes para garantir que todas as deslocações da família são acompanhadas e pessoal para operar um centro de controlo, de modo a proteger a comitiva.

Outro ex-funcionário da CID explicou ao jornal que é frequente as equipas alugarem grandes SUV's se não houver nenhum disponível na embaixada do país, além de ser necessário suportar as despesas de alimentação, passagens aéreas e estadia destes agentes. "Não consigo imaginar o esforço financeiro" que será garantir a segurança de toda a família.

Os Hegseths já levaram os filhos em viagens oficiais noutras ocasiões, incluindo uma em outubro, que teve uma paragem no Havai. O Pentágono não informou se o secretário de Estado reembolsou o governo norte-americano dos custos decorrentes da presença dos filhos e da mulher.

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