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Idlib, uma reportagem no bastião da revolução síria

Tiago Carrasco 09 de dezembro de 2025 às 23:00

Foi sempre a cidade que Bashar al-Assad não conseguiu dominar. Ahmed al-Sharaa tomou o poder da região como um terrorista ligado à Al-Qaeda que raptava cristãos e executava prostitutas. Há um ano, saíu de lá mais moderado para derrubar o regime e assumir os destinos do país. O que se passou em Idlib para o presidente mudar?

Ali Janki, de 32 anos, vive em duas dimensões distintas. Passa a maioria do tempo no centro de Damasco, num apartamento cedido pelo governo, onde apresenta as notícias na Rádio Thawra (Rádio da Revolução) e se encontra com membros do novo executivo em hóteis e cafés. A cada duas semanas, ruma ao campo de refugiados de Named Qah, província de Idlib, junto à fronteira com a Turquia, onde vivem a mulher e os dois filhos. Isto porque Ali não tem residência própria: a sua casa de família, na aldeia de Hish, Idlib, foi destruída na guerra. “A vida no campo é muito dura, quase primitiva. Temos dificuldade a aceder a serviços, água e eletricidade, as tendas não estão preparadas para o clima, passamos frio no inverno e sofremos com o calor no verão”, descreve Janki, à SÁBADO, acrescentando que esta é a realidade da maioria dos 2 milhões de deslocados internos naquela província.

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