A antiga companheira de Jeffrey Epstein informou que só revelará informações se receber um perdão do presidente Trump.
Ghislaine Maxwell recusou-se, esta segunda-feira, a responder às perguntas do Congresso dos EUA sobre o caso de Jeffrey Epstein, seu antigo companheiro e o principal suspeito de ter criado uma rede de abusos sexuais. Maxwell foi condenada em 2021 por crimes de tráfico sexual, relacionados com o recrutamento e a facilitação de abusos sexuais de jovens pelo antigo companheiro, e está atualmente a cumprir pena de prisão. Mas o seu advogado afirmou que Maxwell está disposta a testemunhar se receber um indulto presidencial. Trump ainda não eliminou essa hipótese.
Jeffrey Epstein and Ghislaine Maxwell Getty Images
O seu advogado, David Oscar Markus, confirmou no domingo que Maxwell “vai invocar a Quinta Emenda” da Constituição dos Estados Unidos, referindo-se ao direito da arguida em permanecer em silêncio contra a autoincriminação. E de facto, a antiga relações públicas caída em desgraça manteve o silêncio perante os representantes norte-americanos.
Já esta segunda-feira, segundo o jornal norte-americano The New York Times, Markus disse aos legisladores do Congresso que a sua cliente "responderia às questões se recebesse um indulto" do presidente Donald Trump. O advogado afirma mesmo que Maxwell seria capaz de ilibar tanto Trump como o antigo presidente norte-americano Bill Clinton, mas os congressistas democratas não se demoveram de pedir que a mesma continue a cumprir a pena de prisão a que foi condenada.
Maxwell, de 64 anos, cumpre uma pena de 20 anos na prisão do Texas. Nos últimos meses, Ghislaine Maxwell tem procurado junto de vários tribunais federais “anular, suspender ou corrijar” a sua condenação. Todas as suas tentativas de sair em liberdade falharam até ao momento, apesar de, em outubro do último ano, o presidente norte-americano ter deixado em aberto a possibilidade de conceder o seu perdão à ex-companheira de Epstein.
No texto lido no início da sessão, a partir da prisão no Texas, Maxwell revelava ter conhecimento de 25 nomes associados à rede de tráfico sexual do antigo companheiro e que não se encontravam indiciados na investigação do caso, além de confirmar “quatro co-conspiradores identificados”.
Donald Trump manteve uma relação de amizade durante décadas com o magnata norte-americano, acusado de abuso sexual de menores, mas nega qualquer envolvimento com os crimes de Epstein, com quem reitera ter cortado ligações muito antes deste ser investigado pelos tribunais norte-americanos.
No final de janeiro foi divulgado um novo lote de documentos relativos ao caso de Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019. O espólio de cerca de três milhões de arquivos, e que constitui a mais extensa divulgação de ficheiros pelo Departamento de Justiça dos EUA, revelou ligações entre o abusador sexual e várias figuras da comunidade internacional, levando às demissões de alguns deles.
Incluindo, nos últimos dias, a renúncia de Tim Allan do seu cargo como diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a demissão de Mona Juul, que desempenhou um papel central nos Acordos de Oslo, do cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque.
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