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Fontes próximas de Trump dizem que operação norte-americana no Irão foi um erro desastroso

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Pessoas próximas do presidente dos EUA estão a demonstrar "arrependimento" em relação ao conflito no Irão, mas o presidente parece "eufórico" com a ideia deste ataque, que se junta ao sucesso da detenção de Maduro.

Durante o seu mandato Donald Trump agiu sempre com intuição, impulso e improvisou rapidamente caso as coisas não corressem como esperado. Mas desta vez alguns membros do seu círculo mais próximo estão a demonstrar "arrependimento" em relação ao conflito no Irão e classificaram até mesmo a Operação Fúria Épica como um erro desastroso, segundo uma investigação da .

Donald Trump discursa durante uma reunião do conselho do Centro Memorial John F. Kennedy
Donald Trump discursa durante uma reunião do conselho do Centro Memorial John F. Kennedy Foto AP/Alex Brandon

A operação norte-americana levada a cabo em território iraniano estava prevista durar cerca de quatro a seis semanas - sendo o dia 1 de abril um dia decisivo. Agora, uma fonte próxima do governo norte-americano contou que alguns membros do círculo mais próximo de Trump estão relutantes e enfatizam que será necessário mais tempo. "Ele [Trump] acabou a dizer: 'só quero fazer isto'", revelou a fonte. "Ele subestimou grosseiramente a sua capacidade de derrubar o regime sem enviar tropas terrestres."

Segundo a mesma fonte, Trump estava até "eufórico com a sua própria atuação" e garantiu que controlar o Irão seria algo simples, dado o sucesso dos ataques que lançou contra o mesmo país no verão do ano passado e a detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano. "Ele viu múltiplas vitórias rápidas e decisivas com extraordinária competência", justificou a fonte.

Donald Trump também já se tinha vangloriado numa entrevista ao Financial Times. "Eles [Irão] não têm marinha, nem defesa anti-aérea, nem força aérea. Acabou tudo", afirmou. "A única coisa que podem fazer é causar um pouco de transtorno ao colocar uma mina na água - um incómodo, mas esse incómodo pode causar problemas."

Trump tenta agora resolver o impasse no encerramento do Estreito de Ormuz, que afeta o fornecimento de petróleo a vários países. Contudo, ao fazer isto, o presidente está a cair numa "armadilha de escalada" do conflito, cita a Axios. "Os iranianos ao mexer com o Estreito só fazem com que [Trump] se entrincheire ainda mais."

A porta-voz da Casa Branca desmentiu, contudo, a reportagem da Axios e classificou-a como "totalmente falsa". "Toda a administração está unida em apoio ao presidente Trump e ao Departamento de Guerra, enquanto as nossas forças armadas dos Estados Unidos continuam a esmagar o regime iraniano", disse ao . "O presidente ouve uma série de opiniões sobre qualquer assunto, mas, em última análise, decide com base no que é melhor para o nosso país e para a segurança nacional dos EUA."

Também Anna Kelly, a principal assessora de imprensa da Casa Branca, enfatizou que a operação é o resultado de "meses e meses de planeamento meticuloso" com "amplas opções" apresentadas pelo presidente.

De acordo com uma sondagem da Ipsos citada pelo The Independent, apenas 29% dos eleitores americanos são a favor da operação enquanto 43% se opõem e 26% estão indecisos.

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