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Diretor da OMI avisa que escoltas a navios no estreito de Ormuz não garantem segurança

Lusa 11:14
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"Reduz o risco, mas este persiste, os navios mercantes e os marinheiros podem ser afetados", afirmou Domínguez, considerando que não é uma solução sustentável.

A escolta de navios no Estreito de Ormuz não garantem a segurança total na circulação, segundo o diretor-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, em declarações ao Financial Times.

Navio em chamas no estreito de Ormuz, com embarcações e a bandeira do Irão perto
Navio em chamas no estreito de Ormuz, com embarcações e a bandeira do Irão perto Foto AP/Agência de Notícias Fars, Mehdi Marizad

"Reduz o risco, mas este persiste, os navios mercantes e os marinheiros podem ser afetados", afirmou Domínguez, considerando que não é uma solução sustentável.

O diretor-geral da OMI salientou que parte do problema reside na geografia do estreito, que embora tenha 33 quilómetros de largura, o diâmetro dos canais de navegação de águas profundas para o tráfego é de apenas cerca de quatro quilómetros.

Domínguez afirmou que o organismo da ONU, que estabelece as normas para o transporte marítimo internacional, também está seriamente preocupado com os navios retidos no Golfo que estão a ficar sem alimentos e provisões para as suas tripulações.

"A situação é preocupante, sobretudo porque os navios não podem operar livremente no estreito de Ormuz nem na região do Golfo, o acesso aos portos também está limitado, uma vez que as instalações portuárias estão a ser atacadas", acrescentou o diretor.

Desde o início do conflito, no passado dia 28 de fevereiro, o Irão atacou pelo menos 18 navios na região do Golfo Pérsico.

Apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter prometido que o seu país forneceria escoltas aos navios mercantes para restabelecer o fluxo de petróleo, essa proteção não se concretizou.

Na segunda-feira, Trump fez ameaças aos aliados europeus caso estes não se juntassem aos EUA no estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

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