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As reações europeias à nova taxa de Trump

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O presidente dos EUA anunciou uma nova taxa de importação à França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, pela oposição ao controlo da Gronelândia.

Este sábado, presidente norte-americano, Donald Trump anunciou uma de 10%, que será aplicada a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus. Uma decisão que surge na sequência da oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, por parte da França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. As reações vão saindo a conta gotas.

Keir Starmer e Emmanuel Macron
Keir Starmer e Emmanuel Macron Leon Neal/Pool Photo via AP

Emmanuel Macron

"As ameaças tarifárias são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto. Os europeus responderão de forma unida e coordenada se forem confirmadas. Garantiremos o respeito pela soberania europeia", escreveu Emmanuel Macron, na rede social X. "Nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará, nem na Ucrânia, nem na Gronelândia, nem em qualquer outro lugar do mundo", afirmou o presidente francês, acrescentando que a França "está comprometida com a soberania e a independência das nações, na Europa como em qualquer outro lugar".

António Costa

"O que podemos dizer é que a União Europeia será sempre muito firme na defesa do direito internacional, seja onde for. E, claro, a começar no território dos Estados-membros da União Europeia", prometeu António Costa, numa curta após a assinatura do histórico acordo comercial entre a . "Temos de abrir os mercados e não fechá-los, temos de criar zonas de integração económica e não aumentar os direitos aduaneiros", sublinhou o presidente do Conselho Europeu.

Numa declaração conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, os dois líderes europeus alertam que as novas tarifas "prejudicariam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma perigosa espiral descendente" e defendem que a Europa "continuará unida, coordenada e empenhada na defesa da sua soberania"

Keir Starmer

Num comunicado citado pela , o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu a ameaça de Trump de impor tarifas aos aliados dos EUA como "completamente errada". "A nossa posição sobre a Gronelândia é muito clara: faz parte do Reino da Dinamarca e o seu futuro é uma questão que diz respeito aos gronelandeses e aos dinamarqueses", afirmou. Starmer refere ainda que "a segurança no Ártico é uma questão que diz respeito a toda a NATO"  e, por isso, "impor tarifas aos aliados por defenderem a segurança coletiva dos aliados da NATO é completamente errado".

David van Weel

O Ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos também recorreu às redes sociais para uma primeira reação. Sem se alongar muito, disse apenas que "tomaram conhecimento" e que estão em contacto com a Comissão Europeia e os seus parceiros "relativamente à nossa resposta".

Ulf Kristersson

"Não nos deixaremos intimidar. Apenas a Dinamarca e a Gronelândia decidem sobre assuntos que lhes dizem respeito. Defenderei sempre o meu país e os nossos vizinhos aliados", afirmou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, numa mensagem enviada à agência France-Presse, e citado pela Lusa, sublinhando que se tratava de "uma questão europeia". "A Suécia está atualmente a manter intensas discussões com outros países da UE, a Noruega e o Reino Unido para encontrar uma resposta comum", acrescentou.

Jonas Gahr Støre

Também no X, o primeiro-ministro norueguês foi claro: "As ameaças não têm lugar entre os aliados". Numa curta declaração, Jonas Gahr Støre reitera o apoio da Noruega à soberania da Dinamarca e aborda as mais recentes , dizendo que existe "um amplo consenso na NATO sobre a necessidade de reforçar a segurança no Áctico, incluindo na Gronelândia".

Petteri Orpo

O primeiro-ministro finlandês juntou-se ao grupo e, numa , acredita que as tarifas "não interessam a ninguém". "A Finlândia deseja reforçar a segurança no Ártico juntamente com todos os seus aliados, respeitando a integridade territorial da Dinamarca e da Gronelândia", escreve, destacando ainda que "as tarifas seriam prejudiciais tanto para a Europa como para os Estados Unidos".

Lars Løkke Rasmussen

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca classificou a declaração de Trump como "surpreendente", até porque recentemente reuniu com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio. "O objetivo do aumento da presença militar na Gronelândia, a que o Presidente se refere, é reforçar a segurança no Ártico", explicando que a intensificação os reforços na região está a ser feita "com total transparência junto dos nossos aliados americanos".

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