Os manifestantes querem lutar "por um mundo onde todos tenham o suficiente para viver" junto dos participantes do Fórum Económico Mundial.
Centenas de manifestantes começaram este sábado a marchar com destino à estação de Davos, na Suíça, onde vai decorrer o Fórum Económico Mundial (WEF) e onde estará presente o Presidente norte-americano.
O protesto do 'Strike WEF' inclui uma caminhada de dois dias até Davos.LUSA_EPA
Segundo adianta a Agência France-Press (AFP), que cita a agência de notícias suíça Keystone-ATS, cerca de 600 pessoas arrancaram da comuna suíça de Küblis, empunhando cartazes com slogans como "Democracia em vez da ditadura do WEF" e "Democracia em vez da oligarquia".
Os manifestantes, reunidos no coletivo "Strike-WEF", apelam ao compromisso "com a justiça social" e dizem querer lutar "por um mundo onde todos tenham o suficiente para viver", de acordo com o seu 'site', cita a AFP.
O grupo deve chegar a Davos no domingo, para se juntar à manifestação da Juventude Socialista Suíça, autorizada para a tarde.
"Para nós, é importante podermo-nos levantar contra o Fórum Económico Mundial. Demonstrar que as decisões tomadas lá não são democráticas, que muitos interesses estão lá representados e não são os nossos, mas os das empresas e dos lobistas", explicou a porta-voz daquele coletivo, Maeva Strub, citada pela AFP.
E continuou: "Donald Trump é um símbolo, aos nossos olhos, o símbolo do capitalismo tal como ele existe e da sua natureza destrutiva. Penso que Trump, com as suas ambições imperialistas, partilha as mesmas ambições que muitos outros, mas as exibe abertamente. É por isso que a indignação é tão forte", disse.
Já a Juventude Socialista Suíça, sob o lema "No WEF - Stop Trump", pretende denunciar "o belicismo mundial, que garante lucros aos bancos e às empresas de armamento, mas nunca traz a paz", pode ler-se num comunicado.
Segundo aquele comunicado, apenas 300 pessoas, no máximo, estão autorizadas a participar no comício de domingo: "É inadmissível que fascistas e belicistas possam circular livremente no WEF, enquanto a nossa contramanifestação é censurada", afirma no texto a presidente da Juventude Socialista Suíça, Mirjam Hostetmann.
Este sábado, em Berna, capital da Suíça, várias centenas de pessoas marcaram presença no início de uma manifestação não autorizada, convocada por várias organizações de esquerda, informou também a Keystone-ATS.
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