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Acusado de narcotráfico, julgamento de Maduro arranca daqui a um ano nos Estados Unidos

O julgamento do antigo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da sua esposa, Cilia Flores, está marcado para junho. Advogados contestam legalidade do "sequestro militar".

Na madrugada de 3 de janeiro, Nicolás Maduro foi capturado da Venezuela por forças militares norte-americanas e levado para os Estados Unidos, numa operação ordenada por Donald Trump e batizada de Resolução Absoluta. Encarcerado numa prisão em Nova Iorque juntamente com a sua esposa, Cilia Flores, o antigo presidente da Venezuela ouviu a leitura da acusação dois dias depois: narcoterrorismo, tráfico internacional de droga e uso de armamento pesado. Esta quarta-feira, um juiz marcou o início do julgamento para 1 de junho de 2027.

Nicolás Maduro, os advogados Anna Estevao e Mark Donnelly e Cilia Flores, no Tribunal Federal de Manhattan
Nicolás Maduro, os advogados Anna Estevao e Mark Donnelly e Cilia Flores, no Tribunal Federal de Manhattan Jane Rosenberg/AP

Na sessão desta quarta-feira, o advogado de defesa Barry Pollack (que já representou Julian Assange) afirmou que pretende contestar a legalidade do que considerou ser um "sequestro militar", com base no princípio da imunidade soberana.

De acordo com o calendário aprovado, no início de setembro Pollack poderá começar a apresentar pedidos para contestar a acusação. Depois, o casal regressará a tribunal a 17 de novembro para a audiência oral dessas moções.

Desde que foram durante a noite por militares norte-americanos na sua residência em Caracas, Nicolás Maduro e Cilia Flores estão detidos numa prisão em Brooklyn e arriscam penas de prisão perpétua caso sejam considerados culpados da acusação de terem participado numa conspiração para introduzir milhares de toneladas de cocaína nos Estados Unidos, em conluio com forças de segurança venezuelanas e grandes traficantes de droga.

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