Imobiliário

Os melhores negócios de casas até ao final do ano

Os melhores negócios de casas até ao final do ano
Raquel Lito 07 de outubro

Não basta comparar preços. Há que aguardar pelo achado, como um T3 novo em Lisboa por €153 mil, saber como comprar em planta, ou ainda tentar as rendas acessíveis. Proprietários, investidores e inquilinos contam à SÁBADO como foram as transações de 2021 – e, em alguns casos, como esperam fechá-las com sucesso.

O sol bate naquela sala ampla de 24 m2, com acesso à varanda pelas portadas de vidros triplos. Não se ouvem barulhos da rua, não faz calor, nem frio – há ar condicionado. O aquecimento das águas faz-se com bomba de calor, 30% mais económica do que o sistema convencional. “Modernices”, segundo a família Costa, encantada com os acabamentos da nova casa. Caminham descalços pelo soalho flutuante e fazem as refeições na maior cozinha (14 m2) do prédio a estrear. Querem desfrutar ao máximo do T3 de 125 m2 com direito a lugar de garagem e arrecadação que tanto esperaram. “Esta casa trouxe novos ares”, diz o filho Gabriel, de 18 anos. “Foi uma mudança muito desejada”, acrescenta o pai, Paulo, motorista de 52 anos.

Foram 14 anos na expectativa de conseguirem este achado em Lisboa, por €153 mil. O preço-milagre aconteceu por via da cooperativa, uma solução em voga nos anos 80 e 90, quando mais de 300 faziam habitação por todo o País para a classe média e média-baixa, a custos controlados e de boa qualidade. A construção deste tipo, mais barata pelos terrenos serem cedidos pela câmara, quase se extinguiu com a crise do subprime que atingiu Portugal a partir de 2011.

Imobiliário Laura Moura e Valter Proença

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