Novo Banco: Marcelo elogia postura de Costa sobre auditoria

Lusa 13 de maio de 2020
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"É politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes de o Estado assumir responsabilidades", disse o Presidente da República.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,  considerou, esta quarta-feira, que o primeiro-ministro "esteve muito bem" ao remeter nova transferência para o Novo Banco para depois de se conhecerem as conclusões da auditoria que abrange o período 2000-2018.

Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

"Havendo, e bem, uma auditoria cobrindo o período até 2018 - a auditoria que eu tinha pedido há um ano - faz todo o sentido o que disse o senhor primeiro-ministro no Parlamento. É que é politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes de o Estado assumir responsabilidades", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado, que falava no final de uma visita conjunta com o primeiro-ministro, António Costa, à fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal, assinalou que "estava anunciado para maio o processo conclusivo da auditoria, cobrindo de 2000 a 2018".

"O senhor primeiro-ministro esteve muito bem no parlamento quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse as suas responsabilidades, mas naturalmente se conhecesse previamente a conclusão da auditoria", reforçou Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado se considera que, então, o ministro das Finanças esteve mal, o Presidente da República retorquiu: "Não, significa aquilo que eu disse: há uma auditoria que tinha sido anunciado que estaria concluída em maio deste ano, respeitando a 2000-2018, para os portugueses não é indiferente cumprir compromissos com o conhecimento exato do que se passou num determinado processo ou cumprir compromissos e mais tarde vir a saber como é que foi esse processo até 2018".

"É politicamente diferente uma coisa e outra", frisou, escusando-se depois a responder a mais perguntas sobre este assunto: "Eu não tenho mais nada a dizer, o que eu disse foi claríssimo".

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