Carlos César: "Caixa vai correr bem por mais barulho que PSD e CDS façam”

Cátia Andrea Costa 24 de novembro de 2016

Governo já negou que António Domingues estivesse na posse de informação privilegiada sobre a Caixa quando participou, como convidado, em três reuniões em Bruxelas para debater a recapitalização do banco. PSD exige "esclarecimentos urgentes"

O líder parlamentar do PS, Carlos César, não tem dúvidas: a oposição pretende dificultar a actual gestão da Caixa Geral de Depósitos com o intuito de a fazer cair e, consequentemente, abrir caminho para a privatização do banco do estado. "Para que os portugueses estejam tranquilos e confiantes, nós garantimos: isto vai correr bem, por mais barulho que o PSD e o CDS façam".

Esta foi a resposta socialista à mais recente polémica relativa à CGD e ao presidente, António Domingues. Na quarta-feira, a Comissão Europeia revelou que a entidade se reuniu com o actual presidente da Caixa para debater a recapitalização do banco público quando António Domingues ainda não tinha sido nomeado para o cargo e pertencia aos quadros do BPI - um facto anunciado pela SÁBADO há dois meses.

"Esclarecimentos urgentes", exige PSD
O Governo, através do secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e Finanças, Mourinho Félix, já negou que Domingues estivesse na posse de informação privilegiada sobre a Caixa quando participou, como convidado, em três reuniões com a Comissão Europeia para debater a recapitalização do banco. Garantias que não convencem o PSD que já exigiu um "esclarecimento" urgente sobre estes encontros.

"As instituições da União Europeia estão a dar mais informações que o Governo e a administração" da Caixa Geral de Depósitos, afirmou o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, em conferência de imprensa no Parlamento, instando o Governo e António Costa a prestar esclarecimentos.

Montenegro teme que Domingues tenha "representado o Estado" português "quando ainda era administrador de um banco privado", e nesse sentido os sociais-democratas pedem que Costa "não se esconda atrás de nenhum álibi para se escapar às suas responsabilidades" nesta matéria. "Estamos a diminuir a capacidade da CGD e a dar uma demonstração que este Governo não pauta a sua actuação por regras de transparência e mesmo de coragem democrática", sublinhou.

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