Breve guia para não se perder na novela da Caixa

Breve guia para não se perder na novela da Caixa
Bruno Faria Lopes 24 de novembro de 2016

Da polémica das declarações de património à presença em negociações sobre o banco público em Bruxelas de António Domingues quando estava no BPI e de consultores da McKinsey. Saiba o que está em causa

A confirmação oficial esta semana de que António Domingues esteve em reuniões em Bruxelas a negociar o plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos quando ainda não era presidente do banco público veio aumentar o incêndio mediático à volta da administração da maior instituição financeira do país. Domingues esteve nas reuniões e não esteve sozinho, como noticiou a SÁBADO há dois meses num artigo de fundo sobre as negociações – com ele estiveram técnicos da consultora McKinsey, que não tinha sido contratada nem pela Caixa, nem pelo banco público. Confuso? Sim. A SÁBADO elenca, por isso, as principais polémicas e factos num breve guia sobre o que está a pôr a nova gestão da Caixa no centro de um furacão político e mediático – e sobre o que pode acontecer daqui para a frente. 


Quais são os problemas à volta da nova gestão da Caixa?

O principal: o Governo comprometeu-se com um tratamento de excepção à administração de António Domingues, mudando a lei para poder pagar salários mais altos na Caixa e dispensar os administradores da entrega de declarações de património no Tribunal Constitucional. O segundo, que ganhou nova força esta semana: António Domingues desenhou um plano de recapitalização da Caixa e participou em reuniões negociais em Bruxelas sobre esse plano quando ainda não era presidente do banco público (e estava, em parte do período, ligado ao BPI). Na primeira polémica está em causa o cumprimento de deveres de transparência. Na segunda está em jogo o potencial acesso a informação privilegiada de alguém que formalmente não tinham vínculo com o banco.

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