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As bolsas não param de subir: como navegar na euforia?
Os mercados recuperaram das perdas de abril e batem recordes sucessivos, apenas estragados pela queda do dólar. Analistas consideram que as valorizações estão para durar - e deixam recomendações.
Em abril passado, quando o mercado caía ao ritmo mais alto em cinco anos, o tom de muitos analistas era negativo: havia a incerteza das tarifas alfandegárias anunciadas pela presidência Trump e o receio sobre o impacto potencialmente negativo num mercado acionista que, em várias métricas, já parecia sobreaquecido. O que aconteceu, contudo, foi o oposto do que se receava. Desde o ponto mais baixo em abril, o índice norte-americano S&P500 valorizou-se mais de 35% e bateu novos máximos, sendo seguido por várias praças europeias. Apesar de a palavra “bolha” surgir em títulos de colunas nos media especializados, e de a volatilidade ser alta, os observadores dos mercados preveem que as valorizações não estejam perto do fim.
Wall Street, Pai Natal
Bolha? Sim, mas
Como navegar? Com tempo
A dificuldade de prever o futuro coloca quem quer investir em ações num dilema – pode perder o comboio das valorizações ou pode estar a entrar no fim da festa. Para os dois especialistas ouvidos pela SÁBADO há um terceiro caminho: ignorar os movimentos dos mercados no imediato e traçar um plano de longo prazo, com reforços regulares, adaptado ao nível de risco que cada um tolera. “O perfil de risco do investidor não se vê quando o mercado está a subir – o perfil de risco é a tolerância à perda”, nota Bárbara Barroso. Se um perda de 20% na carteira puser em causa a estabilidade financeira do investidor, exemplifica, então a exposição está desadequada (outro analista, David Almas, editor do boletim Tlim, nota igualmente que a exposição é desadequada se o investidor não conseguir lidar, a nível pessoal, com a inevitabilidade da flutuação das cotações). Tal como Barroso, Pedro Lino considera que tentar adivinhar se o mercado está no fundo ou no topo é um exercício condenado ao fracasso. “Num plano de investimento definido, com reforços regulares, as pessoas vão comprando por entre as subidas e as descidas do mercado – quem o fez este ano, por exemplo, tem performances melhores do que as do índice mundial”, aponta o gestor. Além da relevância de investir em ativos compreensíveis e bem diversificados – como um fundo índice, por exemplo – os dois especialistas enfatizam a necessidade de pôr as emoções de lado. “Não se deve ver as cotações todos os dias”, exemplifica Bárbara Barroso, para quem esse hábito leva a decisões precipitadas. A disciplina é fácil de explicar – mais difícil é cumpri-la.Artigos Relacionados
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