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Mundial2026 - Alemanha e Países Baixos caem nos penáltis, Brasil sobrevive

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Os alemães protagonizaram a surpresa do dia, ao 'tombarem' perante o Paraguai, apurado para esta fase como o sétimo melhor terceiro.

A tetracampeã Alemanha e os Países Baixos, que o futebol nunca 'quis' premiar, caíram segunda-feira nos '16 avos' do Mundial2026 nos penáltis, perante Paraguai e Marrocos, respetivamente, enquanto o Brasil só se desembaraçou do Japão nos descontos.

Tom Weller/picture-alliance/dpa/AP Images

Num intenso segundo dia de uns inéditos 16 avos de final, e depois do apuramento 'in-extremis' do Canadá no domingo, os alemães protagonizaram a surpresa do dia, ao 'tombarem' perante o Paraguai, apurado para esta fase como o sétimo melhor terceiro.

Desta forma, a Alemanha vai falhar pela terceira edição consecutiva os 'oitavos', já que também em 2018 e 2022 falhou essa fase, então ao cair logo na fase de grupo, isto depois do título conquistado em 2014, no Brasil.

Em Foxborough, os sul-americanos estiveram mesmo a vencer, graças a um tento apontado por Julio Enciso, aos 42 minutos, com o conjunto comandado por Julian Nagelsmann a restabelecer a igualdade aos 54, com o terceiro golo na prova de Kai Havertz.

Até final dos 90 minutos, os germânicos criaram muito mais oportunidades, mas não lograram evitar o seu 12.º prolongamento em Mundiais, nem, depois, o quinto desempate por penáltis, com um controverso golo anulado a Jonathan Tah pelo meio.

Os germânicos tinham vencido os anteriores, mas desta vez perderam, por 4-3, pois Havertz e Woltemade foram parados por Orlando Gill e Tah atirou para as 'nuvens', enquanto, nos sul-americanos, Sanabria e Balbuena (defesa de Neuer) perderam dois 'match points' seguidos, mas Canale não falhou um terceiro.

O Paraguai, que inviabilizou um Alemanha-França nos 'oitavos', tinha superado o único duelo em penáltis, quando bateu o Japão por 5-3, após 120 minutos, sem golos, nos 'oitavos' da edição 2010, chegando pela primeira e única vez aos 'quartos'.

A 'mannschaft' tombou nos penáltis no primeiro jogo do dia e os também europeus Países Baixos tiveram sorte idêntica, a fechar a sessão, mantendo uma tradição de eliminações nesta forma de desempate que já vem de longe.

Desta vez caíram face a Marrocos (2-3), mas já havia tombado perante a França (meias-finais de 1998) e, nas duas últimas presenças, face à Argentina (meias-finais de 2014 e 'quartos' de 2022), sem esquecer mais três em Europeus (1992, 1996 e 2000).

No tempo regulamentar, os neerlandeses adiantaram-se aos 72 minutos, com o terceiro golo na prova de Cody Gakpo, numa segunda parte que estava a ser dominada por Marrocos, que acabou por restabelecer a igualdade aos 90+1, por Issa Diop.

O 1-1 não se 'mexeu' até final do prolongamento, no qual Marrocos esteve mais perto de marcar, seguindo-se um desempate por penáltis 'caótico', com um remate à barra, dois ao poste direito, um muito ao lado, um defendido pelo guarda-redes marroquino e outro marcado, com infelicidade, pelo neerlandês.

No final das contas, marcaram-se cinco e desperdiçaram-se outros tantos, com Bounou a parar Summerville no nono pontapé, com 2-2, e Saibari, no primeiro jogo em 'branco' na competição, a selar o 3-2 final. Marrocos, que em 2022 tinha batido a Espanha nos 'oitavos' nos penáltis (3-0), defrontará agora o Canadá.

Se estes dois jogos só se resolveram nos penálti, pelo meio, o embate entre o Brasil e o Japão esteve também quase a ir para prolongamento, o que só não aconteceu porque os 'canarinhos' conseguiram chegar ao 2-1 aos 90+5 minutos.

O conjunto asiático chegou ao intervalo a vencer, graças a um 'tiro' de fora da área de Kaishi Sano, aos 29 minutos, e os brasileiros só responderam aos 56, num cabeceamento certeiro de Casemiro, assistido por Gabriel Magalhães.

A igualdade manteve-se quase até ao final, mas, quando o prolongamento parecia inevitável, Gabriel Martinelli, que tinha sido lançado por Carlo Ancelotti aos 65, qualificou os brasileiros aos 90+5, solicitado por Bruno Guimarães.

Os brasileiros continuam, assim, na corrida ao 'hexa', depois dos cetros de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, e nos 'oitavos' vão defrontar a Costa do Marfim ou a Noruega, de Erling Haaland.

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