Os líderes das duas maiores potências mundiais voltarão a reunir-se hoje, antes de Trump deixar Pequim, à tarde, para regressar aos Estados Unidos.
Donald Trump insistiu esta sexta-feira, no último dia de uma visita à China, que as relações entre os dois países são boas e estão a melhorar, apesar de profundas divergências, nomeadamente sobre o Irão e Taiwan.
Donald Trump reúne-se com Xi Jinping na ChinaAP
No encontro de quinta-feira, o líder da China, Xi Jinping, "deu-me os parabéns por tantos sucesso tremendos", garantiu hoje o Presidente dos Estados Unidos, numa publicação nas redes sociais.
Trump alegou que Xi se referia apenas ao seu antecessor, o ex-presidente norte-americano Joe Biden, quando "se referiu, de forma muito elegante, aos Estados Unidos como talvez uma nação em declínio".
Os líderes das duas maiores potências mundiais voltarão a reunir-se hoje, antes de Trump deixar Pequim, à tarde, para regressar aos Estados Unidos.
O Presidente norte-americano viajará por volta do meio-dia (05h00 em Lisboa) para almoçar com o líder chinês em Zhongnanhai, o complexo situado junto à Cidade Proibida e sede de algumas das atividades da liderança chinesa
O complexo, que contou com Mao Zedong entre os seus residentes mais famosos, tem sido historicamente associado a encontros de alto nível entre líderes chineses e dignitários externos.
No entanto, a entrada de líderes estrangeiros é algo relativamente raro e, por isso, geralmente interpretada como um gesto de proximidade política e diplomática.
Esta visita de Estado, que irá durar menos de 48 horas, é a segunda de Trump à China desde a deslocação feita em 2017, durante o primeiro mandato presidencial do republicano, e a primeira desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Na quinta-feira, o Presidente norte-americano disse ter recebido de Xi Jinping disponibilidade para ajudar a reabrir o estreito de Ormuz, sob bloqueio iraniano há seis semanas.
“O Presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele disse: Se eu puder ajudar de alguma forma, terei todo o prazer em ajudar'”, contou Trump, em declarações à estação norte-americana Fox News.
A China é o principal país importador do petróleo iraniano e um parceiro de Teerão, que colocou, desde os primeiros dias de guerra, lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o estreito de Ormuz sob ameaça militar, fazendo disparar os preços de bens petrolíferos.
As forças navais do Irão autorizaram desde quarta-feira a passagem de vários navios chineses pelo estreito de Ormuz, anunciou hoje a agência noticiosa iraniana Tasnin, no dia da cimeira em Pequim.
Durante a cimeira em Pequim, os dois presidentes defenderam a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego de hidrocarbonetos sem portagens e um Irão sem armas nucleares, segundo um comunicado da Casa Branca.
O comunicado indicou que Xi manifestou interesse em comprar mais petróleo aos Estados Unidos para reduzir a dependência da China das importações através do estreito de Ormuz.
Também na quinta-feira, o líder chinês advertiu Trump de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.
"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.
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