António Homem Cardoso: "Olhava para a Amália como os católicos olham para a Virgem Maria"

António Homem Cardoso: 'Olhava para a Amália como os católicos olham para a Virgem Maria'
Sónia Bento 05 de junho

Nasceu em São Pedro do Sul, há 76 anos, veio para Lisboa com 10, para ser marçano na mercearia de um tio e, aos 13, teve a sua primeira máquina fotográfica. Monárquico convicto, é fotógrafo oficial da casa real portuguesa. Mário Soares, Donald Trump e o Papa João Paulo II já posaram para ele.

Ao longo de mais de 60 anos de carreira, António Homem Cardoso fotografou a nata da sociedade nacional e muitas personalidades estrangeiras, de Presidentes a ministros, passando por empresários e figuras da realeza. Acredita que a monarquia é o futuro, mas afirma que "se tem de distinguir um dos Presidentes da República seria o General Ramalho Eanes". Continua a trabalhar, embora a outro ritmo, prepare-se para lançar o seu 104º livro, Retratos de Uma Vida, que foi adiado pela pandemia: "Sou o português com mais livros publicados."  

Que idade tinha quando ficou sem pai?
Seis anos. A minha mãe foi heroica, ficou viúva com oito filhos e uma casa enorme. Os homens da minha família morrem novos. O meu avô partiu com 30 e picos, o meu pai com 47 e os meus irmãos, Chiquinho e Damião, com 45 e 57. Fiz a minha vida convencido de que ia morrer cedo, mas enganei-me e tenho de pagar por isso.  

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui