O homem que gostava de governar sem crise
Caso queira voltar ao poder, o caminho para Passos Coelho é mais estreito, e gera mais perguntas, do que o novo fervor mediático à sua volta sugere.
Caso queira voltar ao poder, o caminho para Passos Coelho é mais estreito, e gera mais perguntas, do que o novo fervor mediático à sua volta sugere.
O governo parece preso num “pântano”, sem iniciativa política e a reboque dos acontecimentos. Como se tivesse sumido a tensão inicial ou tivessem, simplesmente, esgotado as ideias que tinham. De lá para cá, reduz-se à gestão corrente e nem nisso são bons.
Movimento à direita do Chega equaciona rivalizar com Ventura. Miguel Milhão ambiciona criar o “Quinto Império” e ativistas do resgate de animais aguardam deslize do PAN.
Nas suas intervenções recentes, Passos voltou a colocar-se como figura incontornável do centro-direita e da direita democrática. Fê-lo com um discurso claro: crítica à “reforma do Estado em PowerPoint”, denúncia da viciação de concursos públicos, defesa da meritocracia, transparência e exigência na administração.
O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de "chantagem" por bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba.
Donald Trump não perdoa a Barack Obama porque o primeiro Presidente negro dos EUA é tudo o que o atual inquilino da Casa Branca nunca conseguiu ser: prestigiado, admirado, competente, agregador. O vídeo dos "macacos" devia ser o fim deste Presidente dos EUA. Só que já não estamos aí. Ao menos em Portugal os eleitores não falharam: foram às urnas, de goleada, dizer que preferem em Belém um homem decente e um democrata acima de qualquer suspeita. Ao menos isso.
Faltam quase três anos para as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas já começa ram as movimentações para saber quem vai correr contra os trumpistas.
Apesar da demagogia de carregar garrafas de água e de haver dúvidas sobre a genuinidade da quantidade de precipitação que aparece num dos vídeos em que Ventura se “transveste” de Super Homem, Seguro venceu em toda as zonas atingidas pelas tormentas.
Triunfo esmagador na segunda volta das Presidenciais mereceu destaque lá fora.
Seguro lembra a Suíça: previsível, rotineira, neutra no bom sentido. Se fizer o que promete – não extravasar a Constituição, colaborar para resolver problemas, actuar sem amarras partidárias e usar a palavra com conta, peso e medida – é preferível esta Suíça a qualquer alternativa tropical ou africana.
Um dos melhores ciclos económicos na nossa democracia convive com a ascensão da direita radical populista. Parece um contrassenso, mas não é.
Sete eleitos nas autárquicas de 2025 desfiliaram-se do Chega ou pediram a demissão. A tendência é que a debandada de quadros diminua.
Ventura não ganhará. E talvez fosse desejável que fizesse um percurso semelhante ao de Paulo Portas: não para se diluir numa voz indistinta, mas para, defendendo uma visão mais populista da sociedade, abandonar a verve de ameaça direta à democracia que hoje o define.
Rio justificou o voto, afirmando não querer “um Presidente populista, um Presidente que não tem problemas nenhuns em mentir e em utilizar argumentos falaciosos para conseguir subir, utilizar demagogia, um Presidente do Tik-Tok”.
"Entre um candidato da continuidade democrática que é António José Seguro e um populista radical que quer destruir a democracia e que quer fazer uma 4.ª República, como ele diz, é óbvio que não tenho alternativa", disse o presidente da Câmara de Oeiras, no NOW.
A convergência de fatores externos e internos vai continuar a pressionar os decisores europeus à medida que o crescimento económico continua morno, a erosão de consensos e as pressões sobre os governos se intensificam, a competição por recursos naturais acelera, a crise climática não abranda e os ataques híbridos e a insegurança cibernética passam a ser mais frequentes.