Sábado – Pense por si

AfD
Alexandre R. Malhado

O que a direita radical faz quando chega ao poder?

Com a vitória da AfD na Saxónia-Anhalt, o partido radical faz um caminho até ao poder. O que fazem quando chegam à governação depende da robustez das instituições, da complexidade do sistema político e, claro, se os partidos radicais governam com (ou sem) maioria.

Benjamin R. Teitelbaum, autor de A Aliança Invisível
Débora Calheiros Lourenço

Benjamin R. Teitelbaum: "Não sei se Trump alguma vez leu um livro"

O autor do livro "A Aliança Invisível" falou com a SÁBADO sobre a forma como o tradicionalismo está na base do pensamento dos partidos de extrema-direita. Quanto à recente vitória da AfD na Alemanha, alerta: "Deixa claro que a extrema-direita é parte do futuro do Ocidente democrático".

Count Binface é a criação de Jonathan Harvey, de 46 anos. Já participou em diversas eleições
Francisco Máximo Gaié

A lata do lixo contra Farage

Há candidatos que parecem vir das estrelas. Count Binface diz que vem do espaço, quer um lugar em Westminster e, para isso, precisa de vencer o líder do Reform UK.

Fedorov e o dilema ucraniano

A "guerra assimétrica" com que a Ucrânia mudou a equação da agressão russa tinha em Fedorov uma das principais cabeças. A inovação tecnológica foi fundamental, mas Sirsky representa o lado mais pragmático e rígido de encarar o sacrifício militar. A queda do jovem ministro da Defesa mostrou que Zelensky percebe que uma guerra, mesmo com estes dados novos, continua ser uma guerra feita por militares. A Ucrânia já mostrou que consegue resistir a tudo. Resistirá, pois, a mais esta crise traumática.

Trump é mais Balogun que pró-Ucrânia

Donald Trump bateu ainda mais fundo e gabou-se de fazer batota para despenalizar Balogun. Os belgas responderam em campo e golearam a seleção dos EUA, que até estava a fazer um bom Mundial. Era preciso o Presidente dos EUA fazer estas figuras? O problema é que ainda há quem goste. De Ancara sobrevieram o apelo e o exemplo de Zelensky. Mas o tempo passa e passa e passa... 

Donald Trump perdeu a narrativa

Donald Trump perdeu a narrativa. O Irão foi um desastre, o Supremo já lhe tinha travado as tarifas e agora travou-lhe o ataque aos filhos de imigrantes nascidos nos EUA, a inflação que não para de subir. Claro que há sempre aqueles 30 e poucos por cento que abdicaram de pensar pela própria cabeça, mas a sangria nos independentes, nos jovens, nos latinos e nos negros é evidente. Tivessem votado com mais consciência: os sinais estavam todos lá.

Uma República sob ameaça

O “país excecional e indispensável” chega aos 250 anos com um Presidente que promoveu um ataque ao Capitólio. Não, não é um detalhe passageiro. Provavelmente, acabará mal.

Editorial

Aquela reforma que ninguém vai fazer

O País só mexeu neste círculo vicioso à força, sob alçada da troika e de Pedro Passos Coelho, mas o sistema refugiou-se depois nos alçapões das novas regras e continua vivo. Alimenta-se a clientela, mas também a perceção de que "são todos iguais" e o populista “eles querem é tacho”. É pena darem-lhes assim razão. Ninguém propôs sequer seriamente, PS ou PSD, tapar os buracos que permitem a continuação deste carrossel que envergonha ambos. Mas, pelo menos, já nos poupavam à exibição pública de moralidade fake.

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