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Os tachos da "Cheringonça". Como o Chega dá a mão ao PSD nas autarquias

O Chega está a amparar o PSD em vários municípios em troca de nomeações para os seus dirigentes e candidatos. Em Sintra, por exemplo, o partido liderado por Ventura tomou conta da Polícia Municipal e já distribuiu cargos por militantes.

Em abril de 2025, Luís Montenegro afirmou numa entrevista que é “impossível governar com o Chega”. “Não tem fiabilidade pensamento, comporta-se como um cata-vento”, acrescentou. Guiado pela regra do “não é não”, ideia que estabelece linhas vermelhas de governação com o Chega, o primeiro-ministro reconfirmou esse princípio na moção global de estratégia que levou agora ao congresso do partido, este fim de semana, onde se lê que o PSD “governa sem deixar o País cair nem na irresponsabilidade do populismo e da imaturidade ‘chegana’, nem na estagnação do imobilismo e da estatização socialista”. Contudo, desde as eleições autárquicas de outubro de 2025, vários presidentes de câmara laranjas asseguraram maioria absoluta através de acordos de governação com o Chega.

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