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Rui Pinto guardou dados bancários das vítimas de pirataria

Nuno Tiago Pinto
Nuno Tiago Pinto 01 de outubro de 2020 às 07:10

O hacker tinha num ficheiro de apontamentos as senhas de acesso a sistemas de homebanking, dados e códigos de cartões de crédito de particulares, além de centenas de emails - incluindo de todos os jornais portugueses.

Credenciais de acesso ao sistema de homebanking de particulares. Nomes, datas de validade, pins e códigos CCV de cartões de crédito. Senhas para entrar em inúmeros sítios de Internet com informação pessoal que vai do Portal das Finanças a contas de LinkedIn, de redes sociais à Netflix. Números de contribuinte, dados do cartão de cidadão – e as correspondentes passwords – passaportes e cartões de eleitor. Para além de centenas de emails e respetivas credenciais de responsáveis de clubes de futebol, agentes de jogadores, escritórios de advogados e empresas, ao longo dos anos Rui Pinto foi recolhendo todo o tipo de dados pessoais das suas vítimas – muitas delas ainda hoje não sabem que foram alvo de pirataria informática. À medida que os obtinha, o pirata informático registava-os num ficheiro de texto, encontrado pela Polícia Judiciária (PJ) num dos discos que lhe foram apreendidos na Hungria. 

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