Diretor da PJ acusado de mentir: "Se ele foi conivente, não tem condições para continuar no cargo"
Em tribunal, Carlos Cabreiro e outros inspetores da PJ garantiram não ter existido escutas ambientais.
Em tribunal, Carlos Cabreiro e outros inspetores da PJ garantiram não ter existido escutas ambientais.
Carlos Cabreiro foi acusado de mentir sobre a realização de escutas não autorizadas no âmbito do processo Football Leaks.
Em causa está uma queixa apresentada na Procuradoria-Geral da República onde o atual diretor da PJ é acusado de ter prestado um falso testemunho sobre escutas feitas no processo Football Leaks.
Carlos Cabreiro é um dos nomes apontados numa denúncia enviada ao Procuracurador-geral da República por crimes de falsidade de testemunho e abuso de poder. O caso envolve o “hacker” Rui Pinto e o processo “Football Leaks”, no qual há suspeitas de que a PJ tenha gravado uma conversa sem autorização de um juiz.
O pirata informático estaria a viver numa casa com proteção policial ao abrigo de um programa de proteção de testemunhas.
A decisão do Ministério Público (MP) surge um dia depois de o coletivo de juízes ter considerado a acusação "inválida" e, como tal, tida como "improcedente".
Hacker afirma que foi "finalmente feita justiça".
Rui Pinto respondia por mais de 200 crimes, entre os quais acesso ilegítimo qualificado, crimes de violação de correspondência agravados e crimes de dano informático.
Criador do Football Leaks mencionou que o Irão "está a utilizar ativamente tecnologia fornecida pela Rússia".
O hacker português, que escreveu sobre as eleições no X, assegura que não é "de esquerda, nem de direita".
"Lamento que nem a Embaixada do Japão em Lisboa, nem os Serviços de Imigração de Tóquio me tenham esclarecido atempadamente sobre a existência de entraves à minha entrada", lamentou.
Diretor de tecnologia da Liga considerou que Rui Pinto precisou de "muito trabalho de pesquisa para aceder sistema informático" do organismo.
Já arrancou o julgamento em que Rui Pinto responde por 241 crimes relacionados com o acesso a emails do Benfica e de outras entidades.
Criador do Football Leaks vai responder por 242 crimes relacionados com o acesso a emails do Benfica e de outras entidades.
Juízes desembargadores confirmaram condenação do pirata informático pelos crimes de extorsão na forma tentada, violação de correspondência e acesso ilegítimo. Decidiram também devolver vários dispositivos ao hacker e anular a indemnização de três mil euros à Doyen Sports Investments.
Em resposta à contestação apresentada pelo pirata informático no processo em que é acusado, entre outros crimes, pela intrusão e roubo dos emails do clube, os advogados do Benfica dizem que o hacker “agiu motivado por interesses puramente pessoais”.