Carlos Alexandre ignora decisão da Relação sobre Rui Pinto

Carlos Alexandre ignora decisão da Relação sobre Rui Pinto
Nuno Tiago Pinto 04 de maio

Há mais de três meses, a Relação de Lisboa mandou o juiz aceitar o recurso do Benfica contra a suspensão provisória dos processos em que Rui Pinto era arguido. A ordem não foi cumprida.

Quase 16 semanas depois de a juíza presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Guilhermina Freitas, ter dado razão ao Benfica e ordenado ao juiz Carlos Alexandre que aceitasse o recurso da suspensão provisória dos processos em que Rui Pinto era arguido por acesso ilegítimo a várias entidades, o magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) ainda não cumpriu a determinação. Ao que a SÁBADO apurou, o Benfica já manifestou a sua surpresa para com a demora do magistrado através de uma exposição enviada recentemente ao TCIC.

O recurso do Benfica para o Tribunal da Relação diz respeito à suspensão provisória de vários processos por intrusão informática em que Rui Pinto era o principal suspeito. O inquérito principal dizia respeito a uma campanha de phishing que teve como alvos vários gabinetes governamentais – incluindo, como a SÁBADO noticiou, do primeiro-ministro e do ministro dos Negócios Estrangeiros – e que nasceu de uma queixa apresentada pelo CEGER - Centro de Gestão da Rede Informática do Governo em 2017.

Esta investigação esteve parada até à dedução da acusação a Rui Pinto no processo em que o pirata informático está a ser julgado por 90 crimes de acesso indevido, violação de correspondência, acesso ilegítimo, sabotagem informática e tentativa de extorsão. Nessa altura, em outubro de 2019, a Polícia Judiciária (PJ) informou o Ministério Público (MP) de que tinha encontrado nos dispositivos informáticos apreendidos a Rui Pinto na Hungria elementos que indicavam que o hacker estava por detrás dessa campanha de phishing.

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