O presidente do PSD considerou ser "a última pessoa" em quem o Presidente da República estaria a pensar quando apelou aos partidos para conterem despesas na campanha, lembrando que foi seu secretário-geral, com responsabilidade nas finanças.
O presidente do PSD considerou ser "a última pessoa" em quemMarcelo Rebelo de Sousaestaria a pensar quando apelou aos partidos para conterem despesas na campanha, lembrando que foi seu secretário-geral, com responsabilidade nas finanças.
Em entrevista à agência Lusa,Rui Rioprometeu, na campanha para as legislativas, reduzir "drasticamente" os tradicionais jantares-comício, apostando, em alternativa, em mais momentos de "conversa" e "troca de ideias" com os eleitores.
Questionado se oPSDvai ser sensível ao recente apelo do Presidente da República de contenção de gastos na campanha, o líder social-democrata invocou o trabalho conjunto que ambos tiveram no partido, quando Marcelo Rebelo de Sousa era líder (1996-1999) e Rio seu secretário-geral (1996-1997).
"Eu? Eu? A última coisa de certeza que o professor Marcelo Rebelo de Sousa -- agora não é o Presidente da República -- terá pensado quando pediu isso era em mim, eu fui secretário-geral dele, era eu quem tratava das finanças. (...) Devo ser a última pessoa com quem ele está preocupado com gastos excessivos", afirmou.
O PSD conta gastar pouco mais de 2 milhões de euros na próxima campanha das legislativas, menos 300 mil euros do que o orçamentado há quatro anos, mas bem menos que os gastos efetivos, que acabaram por ser de 3,5 milhões (entre gastos com a coligação Portugal à Frente no Continente e os do PSD sozinho nos Açores e na Madeira).
"O que está aqui em causa são duas coisas: uma é a despesa ser contida, mas mais importante é que, no fim, o partido tenha dinheiro para pagar a despesa, e isso é que muitas vezes não tem (...) Porque é que acha que os partidos têm um passivo acumulado demasiado grande?", questionou.
Depois de ter dito, após as europeias de 26 de maio, que o PSD iria apostar num modelo de campanha diferente em outubro, Rio concretizou.
"Os partidos têm a obrigação - vão estar todos a fazer este esforço, nós estamos -- de fazer uma campanha diferente e que leve a que consigamos passar a mensagem, falar com as pessoas, sem ter que gastar aquele dinheiro todo, andar ali aos gritos", afirmou.
Sem acabar totalmente com os jantares-comício, que admite terem algum interesse "em termos de mobilização", como "festa", a prioridade da campanha do PSD será outra.
"Vai haver momentos de certeza para mostrar força e mostrar as pessoas, mas vão predominar mais os momentos em que é possível conversar com as pessoas e trocar ideias. O que posso garantir, relativamente aos jantares-comício e comícios, é que não é totalmente eliminado, mas é drasticamente cortado", afirmou.
Questionado se irá usar um estilo menos agressivo para com o líder do PS, António Costa, do que o cabeça de lista do PSD nas europeias, Paulo Rangel, Rio respondeu de forma prudente.
"Cada um tem o seu estilo, o meu é conhecido e eu vou manter o meu estilo", referiu.
Rio diz ser "última pessoa" com quem Marcelo se deve preocupar quanto a gastos
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