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Defendeu 'parceiro' de Xuxas e esteve na Operação Punho Cerrado: a nova advogada de Sócrates

Sara Leitão Moreira é a quarta representante do antigo primeiro-ministro na Operação Marquês e já pediu cinco meses e meio para analisar o processo.

Sara Leitão Moreira foi  para o representar no âmbito da Operação Marquês, depois de José Preto ter renunciado ao cargo, após a juíza presidente, Susana Seca, não aceitar que o advogado se "restabelecesse" na sequência de um internamento hospitalar de várias semanas, devido a uma pneumonia. 

José Sócrates na quinta sessão do julgamento
José Sócrates na quinta sessão do julgamento RODRIGO ANTUNES/LUSA

Esta informação consta de um requerimento em que o principal arguido da Operação Marquês informa o Tribunal que passou “uma terceira procuração à Srª Drª Sara Moreira” para o representar. Trata-se da quarta defesa escolhida por José Sócrates, após a morte de João Araújo e das renúncias de Pedro Delille e José Preto. O tribunal atribuiu-lhe dois advogados oficiosos pelo meio, mas o antigo primeiro-ministro rejeitou ambos. 

Agora, Sara Leitão Moreira assume as rédeas do caso e já afirmou que irá pedir um prazo de cinco meses para consultar o processo, à semelhança do seu colega, José Preto, que pediu cinco meses e meio e apenas lhe foram concedidos dez dias. No requerimento, o antigo-primeiro ministro cita a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, recordando que a sua advogada necessita de tempo para preparar a defesa. 

A nova representante legal de José Sócrates exerce direito em Coimbra e dá aulas na Coimbra Business School, pertencente ao Instituto Superior Politécnico de Coimbra. Sara Leitão Moreira é advogada desde 2014 e viveu em Toronto, no Canadá, até aos 16 anos. É licenciada pela Universidade de Coimbra e conta com um doutoramento em Ciências Jurídico-Criminais, um mestrado em direito penal com uma tese sobre a responsabilidade criminal dos médicos estagiários e uma pós-graduação do Instituto de Direito Penal Económico e Europeu, com uma investigação sobre branqueamento de capitais. 

Ao longo da carreira participou em dois casos mediáticos. Segundo o jornal , defendeu um dos arguidos do processo de tráfico de droga e representou um dos suspeitos da , que visou combater o exercício ilegal de atividade de segurança privada. 

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) por 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o ‘resort’ algarvio de Vale do Lobo. No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.

Com agência Lusa.

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