De acordo com comandante nacional, a noite passada "foi tranquila", traduzindo "um cenário de estabilidade".
A Proteção Civil registou 11.957 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12h00 desta segunda-feira em Portugal continental, adiantou o comandante nacional.
Mau tempo causa 11.957 ocorrências em 10 diasANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Mário Silvestre disse que estão empenhados 42.135 operacionais na resposta à situação de calamidade e 16.664 meios no terreno.
O comandante nacional da proteção civil falava na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.
De acordo com Mário Silvestre, a noite passada "foi tranquila", traduzindo "um cenário de estabilidade".
"Temos a registar nesta noite 54 ocorrências, que, mais uma vez, refere a estabilidade aparente que tivemos", salientou.
A ANEPC alertou para o aumento de deslizamentos de terra, estradas intransitáveis e quedas de árvores.
De acordo com o comandante, a queda de árvore é "a tipologia que mais vezes verifica", com quase 4.000 ocorrências, seguida das "inundações e do movimento de massas".
"No território nacional há estradas que estavam e estão neste momento perfeitamente intransitáveis, simplesmente porque o piso ruiu por completo", recordou.
Mário Silvestre avisou que estas ocorrências deverão persistir enquanto a precipitação não diminuir.
"É preciso ter muita atenção a este fenómeno, uma vez que esta situação, enquanto não desagravar a situação da precipitação, terá tendência a continuar a manifestar-se um pouco por todo o território", alertou.
As regiões mais afetadas por inundações situam-se sobretudo no Centro, incluindo Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela. No Vale do Tejo, as zonas críticas abrangem Grande Lisboa, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo.
No Alentejo, os concelhos mais atingidos são Mértola, Odemira, Vidigueira e Ourique, enquanto no Algarve os principais impactos registam-se em Castro Marim, Lagoa, Portimão e Alcoutim.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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