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É já precisa uma mão cheia para contar todos os advogados que já representaram o antigo primeiro-ministro José Sócrates na Operação Marquês. São eles: João Araújo, Pedro Delille, José Preto, José Manuel Ramos e agora Ana Velho. O julgamento devia retomar terça-feira, 6 de janeiro, mas foi adiado para dia 13 devido a mais um incidente relacionado com a doença do advogado de José Sócrates. Depois de uma recusa de uma advogada por objeção de consciência, uma terceira advogada oficiosa foi nomeada para representar o antigo governante.

José Sócrates, antigo primeiro-ministro arguido no processo Operação Marquês
José Sócrates, antigo primeiro-ministro arguido no processo Operação Marquês Lusa

Susana Seca, presidente do coletivo de juízes no caso Operação Marquês, decidiu convocar a advogada oficiosa Inês Louro para defender Sócrates por impossibilidade do advogado José Preto, que se encontra internado no Hospital de Santa Maria devido a uma pneumonia desde o dia 27 de dezembro. Mas a advogada invocou "objeção de consciência" por ter sido eleita vereadora do partido Chega na Câmara Municipal da Azambuja. Disse ainda ter sido "politicamente bastante crítica" deste processo e de já se ter pronunciado "de forma muito crítica sobre José Sócrates".

A juíza Susana Seca aceitou a argumentação de Inês Louro e convocou uma segunda advogada oficiosa, Ana Velho, que inicialmente também pediu dispensa por falta de tempo de se inteirar de um processo tão extenso e complexo, mas foi mantida no cargo com a prerrogativa de que poderá pedir a renúncia depois dos cinco dias que terá para ter acesso ao processo.

O requerimento de José Preto ao tribunal diz que não há previsão de quando possa ter alta hospitalar e que, mesmo quando tal acontecer, poderá não estar ainda em condições de saúde para reassumir as funções profissionais. O advogado não delegou, no documento, a representação de José Sócrates, daí a decisão da juíza em convocar a advogada oficiosa.

O julgamento da Operação Marquês está em pausa desde 11 de novembro, na sequência de um confronto entre a juíza Susana Seca e Pedro Delille, que pediu escusa e deixou de ser advogado de José Sócrates. O tribunal nomeou então o dvogado oficioso José Manuel Santos, que o antigo primeiro-ministro recusou antes de apresentar José Preto como seu defensor.

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