Principal arguido da Operação Marquês acusou o tribunal de "violência" e criticou o prazo de 10 dias que lhe foi dado para arranjar uma defesa.
O antigo primeiro-ministro José Sócrates anunciou esta quinta-feira (22) que apresentou uma queixa contra a justiça portuguesa junto do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), avança a SIC Notícias.
José Sócrates na quinta sessão de julgamentoRODRIGO ANTUNES/LUSA
Numa conferência de imprensa, a partir de Bruxelas, o principal arguido da Operação Marquês começou por recordar que o seu advogado, Pedro Delille, renunciou ao cargo, "por ter considerado que a sua própria presença estava a afetar" a sua defesa e criticou o facto de ter recebido apenas 10 dias para arranjar um outro advogado - por considerar que o tempo estipulado é insuficiente para uma análise adequada dos documentos. Ao recusar a nomeação da advogada oficiosa, acusou o tribunal português de "violência".
Para sexta-feira, o antigo primeiro-ministro prometeu ainda apresentar mais documentos ao Tribunal Europeus dos Direitos do Homem - onde em julho do ano passado já havia apresentado uma outra queixa contra o Estado português. Na altura, Sócrates insistiu que o julgamento era "ilegal".
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