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Presidente da Câmara de Almada liga falta de água a "aumento da população" e defende criação de "comissão"

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Inês de Medeiros garante que atuou de imediato assim que percebeu que o consumo de água estava a registar um aumento anormal, "porque a fissura de um furo pode demorar cerca de dois meses a ser feito".

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, sugeriu esta segunda-feira, em entrevista ao canal NOW, que o "aumento da população" pode ter contribuído para a falta de água no município. "Onde está a aumentar mais o consumo é na Costa da Caparica, na Charneca e na Sobreda, que é onde está a haver mais construções", diz. 

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Inês de Medeiros explica que Almada tem registado uma "grande utilização de água da rede pública". "É muita água a sair de todo o sistema", diz espantada. Garante, contudo, que apesar de se ter apercebido deste cenário com antecedência, atuou de imediato. "Começámos logo, porque a fissura de um furo pode demorar cerca de dois meses a ser feito."

Apesar de apontar o "aumento da população" como possível causa, enumera ainda um outro problema: a "captação de água". "A [nossa] água não vem da EPAL e, portanto, todos os municípios vivem dos seus próprios furos. (...) O nosso problema é que não estamos a conseguir retirar do subsolo a água que estamos a necessitar", explica.

A autarca garante que a "situação não tem nada a ver com outras perturbações que tenham havido no passado", mas refere que o atual sistema é "envelhecido" e precisa de "ser renovado". "O que aconteceu este ano foi mais grave", lamenta. Foi por isso que a Câmara Municipal decidiu proibir uma "série de usos de água: para controlar o uso". Apesar disso, reforça, "desde quinta-feira não há faltas de água não programadas".

Perante a escassez de água, a Câmara decidiu fazer um "novo furo" que "entrou em funcionamento hoje". "Tínhamos dito [que ia demorar] duas ou três semanas, mas tenho esperança de conseguir um bocadinho antes." E explica: "Almada não está em cima do aquífero, por isso é que os furos são no território de Corroios e Seixal."

Para Inês de Medeiros, é realmente importante "perceber as razões" que levaram a esta escassez. Foi por isso que decidiu propor a criação de uma "comissão: para perceber o que aconteceu este ano".

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Questionada se se sente culpada, respondeu que "enquanto presidente nunca fujo a nenhuma responsabilidade." Sobre a SMAS, defendeu que os serviços têm uma "equipa ultra qualificada".

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