Ventura e a economia: uma relação complicada
A exigência descabida de baixar a idade legal da reforma é mais do que um pretexto para não aprovar a reforma laboral: é a confirmação de um vazio
A exigência descabida de baixar a idade legal da reforma é mais do que um pretexto para não aprovar a reforma laboral: é a confirmação de um vazio
Apesar das nuvens negras transportadas por certas declarações que não estão à altura dos sonhos e expectativas dos governados, o clima mundial avançado parece estar a caminhar para um tempo de sol e esperança, reconhecendo que a corrupção não está fora do sistema, está dentro dele. Está nas relações institucionais, nas cadeias de valor, nos processos administrativos.
Numa audiência no Vaticano com membros do Partido Popular Europeu.
Líder do PS acusa o Governo de estar a "ceder aos temas" do Chega.
Vários líderes do Bloco acreditam que a derrota de Viktor Orbán pode reaproximar a Hungria da União Europeia.
Nestas eleições gerais, os candidatos ultraconservadores voltam a dominar as preferências do eleitorado, com Keiko Fujimori (Força Popular) na liderança, com 14,5% dos votos.
Nos duelos privados, ignorar é a melhor resposta para os anónimos intelectualmente subdesenvolvidos que buscam crescer à custa das pessoas “a sério”. Já no plano partidário, o desafio deve ser travado e com as regras democráticas, porque são elas mesmas que estão em causa.
Bater nos mais frágeis é a melhor maneira de continuar a engordar os mais criminosos.
No discurso na sessão de abertura do 25.º Congresso do Partido Socialista, José Luís Carneiro falou de união, do partido e do país, e desafia Luís Montenegro. Colocou ainda em cima da mesa quatro propostas para o país.
Portugal optou pela estratégia infantil: fazer de conta que André Ventura, no imortal papel de bicho-papão, pode desaparecer pela força do pensamento mágico.
Surgem dissidências à direita da direita, cada vez mais extremas e cada vez menos eleitoralmente viáveis, como frutos que caem da árvore antes de maduros.
Onde antes havia bombeiros agora há “operacionais”. E é espantoso o prazer com que se usa expressões como “comboio de tempestades”, “rio atmosférico”. Podem até ter origem científica e técnica, mas o seu uso e abuso denota mais um perverso gosto pela novidade lexical que muitos jornalistas tem.
Os adultos de hoje não querem que os filhos andem lá fora, na tarefa arriscada de serem crianças. Também não querem que andem cá dentro, na Internet – o que implicaria vigilância
A discussão sobre a corrupção em Portugal balança entre a gritaria ensurdecedora e o silêncio sepulcral.
O liberalismo, como modo de vida, nunca criou raízes profundas nesta terra bruta. O português médio sempre preferiu os confortos da unanimidade — e, quando necessário, da inquisição. É isso que explica que, seis anos depois, o dr. Ventura continue a não ser pensável.
Seguro lembra a Suíça: previsível, rotineira, neutra no bom sentido. Se fizer o que promete – não extravasar a Constituição, colaborar para resolver problemas, actuar sem amarras partidárias e usar a palavra com conta, peso e medida – é preferível esta Suíça a qualquer alternativa tropical ou africana.