PJ encontrou na Suíça os milhões de Lalanda e Castro

A acusação tem mais de mil páginas e visa o empresário Paulo Lalanda de Casto e o antigo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Cunha Ribeiro, por crimes de corrupção. Há mais sete acusados, sobretudo médicos.

O Ministério Público acusou, esta sexta-feira, o empresário Paulo Lalanda de Casto e o antigo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Cunha Ribeiro, por crimes de corrupção. Ambos eram arguidos no chamado processo da Máfia do Sangue

Chama-se Ruby Capital Corporation e deixou de vez de ser mais um offshore anónimo constituído em novembro de 1994 nas Ilhas Virgens Britânicas. Depois de revelado pela investigação jornalística do caso dos Panama Papers, a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) foram atrás desta sociedade detida pelo empresário Paulo Lalanda e Castro, antigo patrão de José Sócrates na farmacêutica Octapharma. E já conseguiram reconstituir parte dos fluxos financeiros milionários que durante largos anos entraram e saíram discretamente das contas bancárias que a Ruby tinha na Suíça.

Agora todo o circuito deste dinheiro suspeito de crimes de fraude fiscal e de branqueamento de capitais - para já, cerca de 35 milhões de euros - começou a ser investigado o mês passado num processo autónomo que nasceu do inquérito aos negócios do plasma.

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