Montenegro apelou às centrais sindicais para que evitem a greve geral.
O secretário-geral do PCP acusou esta quinta-feira o primeiro-ministro de ter uma "grande lata" ao pedir sentido de responsabilidade às centrais sindicais para que evitem a greve geral, considerando que tem havido uma "profunda irresponsabilidade do Governo".
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCPJosé Sena Goulão/Lusa
"É preciso uma grande lata", afirmou Paulo Raimundo quando questionado sobre o pedido do chefe do Governo, Luís Montenegro, para que haja sentido de responsabilidade das centrais sindicais e se evite a greve geral de 11 de dezembro.
O líder do PCP falava aos jornalistas antes de uma visita da comitiva do partido ao Hospital Amadora-Sintra.
Paulo Raimundo considerou que ainda "tem havido uma profunda irresponsabilidade do Governo" para com "cinco milhões de trabalhadores", através de propostas do novo pacote laboral que, considerou, promovem a precariedade.
"O Governo quer avançar ainda com mais precariedade. (...) O Governo quer introduzir despedimentos sem justa causa, quer desregular ainda mais os horários da vida e do trabalho. Já não bastam quase três milhões que trabalham ao fim de semana, ao sábado, ao domingo, aos feriados, à noite, por turnos. Já não basta toda essa desregulação e o Governo ainda quer aumentar mais", criticou.
O secretário-geral comunista referiu também a intenção de "introduzir o banco de horas individual" e os seus impactos para os trabalhadores.
"É o mesmo que dizer 'você trabalha quando eu quiser e quando eu quiser você eventualmente pode ter algum descanso sem que eu lhe pague mais", explicou.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu, esta quarta-feira, sentido de responsabilidade às centrais sindicais para que evitem a greve geral, frisando que se está ainda perante um anteprojeto do Governo e que as negociações sobre a reforma laboral estão em curso.
Questionado sobre o conselho dado pelo candidato presidencial Marques Mendes de que o Governo deveria dar atenção à UGT, tendo em vista um acordo que evite uma greve geral por causa da reforma das leis laborais, Luís Montenegro respondeu que dá "toda a atenção possível a todos os parceiros sociais e à UGT em particular".
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