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Candidata presidencial garantiu que se for eleita vetará as alterações à lei propostas pelo Governo.
A candidata presidencial Catarina Martins participou esta terça-feira na manifestação da CGTP contra o pacote laboral, que classificou como um "assalto aos direitos" dos trabalhadores e assegurou que vetará as alterações à lei propostas pelo Governo, se eleita.
Catarina MartinsEPA/ANDRE KOSTERS
"O que o Governo está a fazer é um assalto aos direitos de quem trabalha", afirmou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas no início do protesto, que arrancou, com milhares de pessoas, do Largo Camões rumo à Assembleia da República, em Lisboa.
Explicando que decidiu juntar-se ao protesto para mostrar aos trabalhadores que está ao seu lado "por um país em que trabalhar seja respeitado e em que os salários sejam dignos", a candidata a Belém assegurou que será um travão ao Governo.
"Precisamos de mais pessoas com contratos a sério, contratos efetivos e é, por isso, que é tão importante que quem se apresenta à Presidência da República diga ao que vem", afirmou.
Acusando o Governo de adiar o debate do anteprojeto para que não seja tema durante o período de campanha eleitoral para as eleições presidenciais de domingo, Catarina Martins desafiou os restantes candidatos a posicionarem-se de forma clara quanto às alterações que o Governo pretende introduzir ao pacote laboral.
"Temos visto todos os candidatos a quererem o apoio do Governo, uns porque são do partido do Governo, outros porque têm apoios do partido do Governo, outros porque vão dizer que representam o fundador do partido do Governo. O que nós precisamos é outra coisa", sublinhou.
Quanto a si, foi clara: se for eleita no domingo ou numa eventual segunda volta, agendada para 08 de fevereiro, Catarina Martins vetará o diploma.
"O que nós precisamos é de candidatos à Presidência da República que digam que vão lutar pela dignidade do trabalho em Portugal, que vão lutar para as gerações mais jovens poderem ter contratos a sério neste país", defendeu.
Entre os restantes, o candidato apoiado pela CDU, António Filipe, foi o único a marcar presença na manifestação e os dois chegaram a cruzar-se, cumprimentando-se com dois beijinhos sem troca de palavras.
Questionada, por outro lado, sobre a posição de António José Seguro, que também já se manifestou contra o pacote laboral, Catarina Martins considerou que o candidato apoiado pelo PS começou por desvalorizar as alterações propostas e "só quando viu a força da greve é que achou que talvez tivesse de falar sobre isso".
A candidata a Belém colocou-se também contra a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, que disse hoje que a CGTP se "auto afastou" das negociações da reforma laboral, "ao contrário da UGT".
Questionada sobre as declarações da governante, Catarina Martins afirmou que o Governo pede aos sindicatos para se sentarem à mesa com o executivo e discutir cortes salariais, aumento do horário de trabalho e reforço da precariedade.
"Que os sindicatos não queiram discutir como ficar pior, eu acho normal. Têm, sim, de negociar como podemos ter melhor trabalho, melhor emprego em Portugal, porque isso é que é fundamental", acrescentou.
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