Investigação

Vereador da Câmara de Lisboa foi vacinado num lar de idosos

Vereador da Câmara de Lisboa foi vacinado num lar de idosos
Marco Alves 11 de fevereiro

E também a diretora da Higiene Urbana. CML diz que Filipa Penedos fez "recolha de seringas” e que Carlos Manuel Castro esteve "envolvido no processo". Topo da hierarquia da Polícia Municipal também foi vacinado em lares.

O email que a Câmara Municipal de Lisboa enviou à SÁBADO na terça-feira (dia 9), dando conta da vacinação em "lares e instituições de apoio a portadores de deficiência" da cidade entre 18 de janeiro e 6 de fevereiro, é um bom exemplo do que tem acontecido no País desde que a primeira vacina contra a Covid-19 foi administrada.

Ao longo desses dias, nas várias instituições da cidade onde foram vacinados utentes e profissionais, foram sobrando doses. São as famosas "sobras", que ocorrem porque cada frasco dá para seis doses – se na altura em que o último for aberto só estiverem, por exemplo, quatro pessoas, é necessário encontrar mais duas. Caso contrário, o frasco tem de ir para o lixo. Só em Lisboa, houve 126 sobras. O que lhes foi feito? Foram para o lixo? Ou chegaram a outros braços?

As polémicas que têm acontecido estão relacionadas com dois problemas de base: nas listas são incluídas pessoas não prioritárias (por exemplo, nos lares é inscrito quem não é utente nem lá trabalha); as sobras são dadas a quem não é prioritário (no INEM do Porto foram parar aos braços dos funcionários da pastelaria do lado).

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