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Ministro da Educação deixa garantia: "Temos 99% das provas corrigidas"

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Fernando Alexandre assegura ainda que na sexta-feira serão publicadas “todas as avaliações com rigor e transparência”.

 O ministro da Educação revelou esta quarta-feira que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que na sexta-feira serão publicadas “todas as avaliações com rigor e transparência”.

Fernando Alexandre, ministro da Educação
Fernando Alexandre, ministro da Educação Nuno Alfarrobinha/Correio da Manhã

“Nós temos 99% das provas corrigidas, o processo está a decorrer com normalidade, mas obviamente quando chegarmos à fase final é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem ter atestado medico”, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, antes de entrar para um encontro sobre ciência que começou hoje em Lisboa.

Depois de o ministério ter dado mais um dia para terminar o processo de correção das mais de 300 mil provas, que deveria ter terminado na terça-feira, Fernando Alexandre disse hoje que “durante a manhã de hoje as provas estarão quase todas fechadas”.

O maior problema prendeu-se com o exame de Português, “porque é a mais difícil de corrigir”, disse o ministro, prometendo que na sexta-feira serão publicadas “todas as avaliações com rigor e com transparência”.

O ministro adiantou também que o modelo de avaliação para a segunda fase "não será alterado". "Estamos a trabalhar para que as dificuldades da primeira fase não se repitam. É um modelo muito mais eficiente, muito mais transparente e equitativo. Estamos a impedir que milhares de professores andem a transportar folhas para casa, no automóvel para a escola. Os exames estão centralizados e seguros nas instalações da Imprensa Nacional e isso garante a integridade das provas."

Fernando Alexandre admitiu que esperava que o processo "tivesse corrido melhor". "Lamento e já pedi desculpa. Faremos uma auditoria, serão apuradas responsabilidades", assegurou, elogiando ainda o trabalho dos professores. "Temos grande profissionais, é um processo exigente. Politicamente decidi prolongar o prazo, se calhar tecnicamente não precisava de o fazer. Mas decidi fazê-lo para garantir que os professores tinham o tempo necessário para corrigir."

Com Lusa

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