Sábado – Pense por si

Ana Taborda
Ana Taborda Jornalista
14 de julho de 2026 às 23:09

Seja bem vindo ao País das (muitas) imprudências

Se a reforma é digital, o mínimo que se espera é que a tecnologia colabore. E um plano para gerir a crise depois de ela se instalar não é contingência, é improviso.

Para mal de todos nós - mas sobretudo de pais, alunos e professores -, a digitalização dos exames nacionais não se faz com apenas um clique nas plataformas do momento. Nem se faz arrepiando caminho entre um teste que deu vários problemas e a generalização do ensaio com as 20 mil provas de Filosofia a todos os 300 mil exames nacionais - que deu os mesmíssimos problemas. A experiência das consultoras dita que as grandes mudanças e implementações se façam em várias fases, com mais do que um projeto-piloto, testes com escala, correções, redundâncias e planos para gerir crises. Porque as inovações não geram só resistências, como alega o ministro, também geram imprevistos. E um plano para gerir a crise depois de ela se instalar não é contingência, é improviso.

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