O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, apelou esta quarta-feira que se evitem deslocações desnecessárias, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as 06h00, tendo em conta as previsões de chuva intensa.
Carlos Moedas apela a que se evitem deslocações desnecessárias em LisboaANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Carlos Moedas falava aos jornalistas no Centro de Coordenação Operacional Municipal da Proteção Civil, em Monsanto, Lisboa, onde se deslocou para acompanhar o evoluir da situação relacionada com as atuais condições meteorológicas e as previsões para os próximos dias.
"Vamos ter aqui dias muito desafiantes até domingo, de chuva e de vento, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as seis da manhã e, por isso, eu deixava aqui alguns conselhos importantes para os lisboetas: o primeiro é evitar deslocações desnecessárias, o segundo é evitar tudo o que são as zonas-ribeirinhas e o estacionamento nessas zonas-ribeirinhas", alertou.
O autarca disse ainda ter dado "ordem imediata para o fecho de todos os jardins municipais da cidade" como é o caso do Jardim da Estrela, Serafina e Alvito.
Carlos Moedas acrescentou também que algumas juntas de freguesia já estão fechar os seus jardins, alertando que "as águas estão a ensopar o terreno e, portanto, pode haver o perigo de queda de árvores nos jardins", sendo locais a evitar.
O responsável máximo da proteção civil municipal da capital pediu que se tomem preocupações nas zonas ribeirinhas da cidade, sublinhando que as autoridades estão a ter em conta o evoluir da situação e as medidas de segurança a adotar, como o tamponamento das portas de casa porque "todas as medidas são importantes para prevenir estas cheias".
Carlos Moedas salientou que todas as equipas municipais estão no terreno, desde a Proteção Civil, o Regimento de Sapadores Bombeiros, a Polícia Municipal, além do coordenador que tem estado a monitorizar a situação no centro operacional.
"Nós estamos a controlar, os lisboetas devem estar serenos, mas atentos, temos que nos precaver. Nós temos aqui um fenómeno que é diferente da Kristin, na Kristin tivemos 504 ocorrências, dessas era sobretudo queda de árvores e de estruturas. Aqui temos 160 ocorrências e sobretudo inundações", salientou.
Para o responsável, o que preocupa até domingo é o "acumular desta persistência da chuva", reconhecendo que os dois fenómenos não são comparáveis com o que aconteceu em 2022, mas que a chuva que se vai acumulando nos solos, vai criando incerteza.
"Mas é preciso manter a serenidade, evitar as deslocações, saber que esta noite é uma noite para ter muita atenção e vamos continuar a trabalhar, eu penso que nós criámos este centro operacional na altura das cheias de 2022, exatamente para isso, para todos os serviços estarem aqui e estarmos a cuidar de todos", disse.
Apesar de em Portugal não haver a tradição de serem enviadas mensagens para os cidadãos saírem mais cedo do trabalho ou regressarem mais cedo a casa, Carlos Moedas aproveitou a questão dos jornalistas para apelar às chefias do setor público e do setor privado "para que aqueles que possam ficar em teletrabalho, fiquem em teletrabalho".
"Mas também não podemos estar aqui a alarmar a população, isto não tem a ver com o que aconteceu em 2022, mas devemos tomar precaução", preveniu.
Questionado também sobre o Plano Geral de Drenagem, cujas obras estão ainda a decorrer, o autarca disse que, por exemplo, em Sete Rios, onde existe um mini túnel subterrâneo, "já está a funcionar e com resultados muito bons".
"O túnel de drenagem está quase terminado em Santa Apolónia, mas tem uma obra complexa que já foi descrita por mim, de cruzamento com o metro na estação de Santa Apolónia, e isso ainda não está terminado. São mais, pelo menos, oito meses para terminar", afirmou, lembrando que é uma obra "crucial para a cidade".
Em relação aos túneis da cidade, Carlos Moedas disse que "estão a ser vigiados" e ainda não estão com ordem para serem fechados à circulação.
O plano de contingência da cidade para as pessoas em situação sem-abrigo está já acionado, de acordo com o autarca, com estações do Metro abertas, "pelo menos, até domingo (...) mesmo que a temperatura não esteja abaixo dos 5.ºgraus [uma das condições para acionar o plano]".
Carlos Moedas acrescentou que as equipas de apoio "foram reforçadas" estando nas ruas a ajudar as 400 pessoas sem teto em Lisboa, e as 3.122 que estão em situação sem-abrigo mas com acolhimento.
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