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Marques Mendes diz ser cedo para "catalogar intervenção dos EUA" e pede prioridade à comunidade lusa

Lusa 03 de janeiro de 2026 às 11:59
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Candidato às presidenciais comentou este sábado o ataque dos EUA à Venezuela

O candidato presidencial Marques Mendes considerou hoje ser cedo para tirar conclusões ou "catalogar a natureza" da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e defendeu que a prioridade deve ser a situação da comunidade portuguesa neste país.

Luís Marques Mendes, candidato às eleições presidenciais
Luís Marques Mendes, candidato às eleições presidenciais DR

Em declarações aos jornalistas no final de uma ação de pré-campanha no mercado de Benfica, em Lisboa, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse estar a acompanhar a situação na Venezuela há algumas horas "com atenção e preocupação".

"A primeira palavra é, de facto, de preocupação e tem a ver com a comunidade portuguesa, que é uma comunidade muito grande, 300 mil ou mais cidadãos portugueses. Neste momento, todas as informações que consegui obter é que a comunidade está bem, está tranquila, está serena", disse.

Questionado sobre a natureza da intervenção dos Estados Unidos neste país, Luís Marques Mendes remeteu uma posição para mais tarde.

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"Ainda há pouca informação, é muito cedo para estabelecer uma conclusão e um catálogo sobre a natureza da intervenção americana. Haverá um momento para o fazer, neste momento os dados que existem são ainda muito incertos, haverá uma posição americana, ao que sei, por volta das 16:00 horas de Portugal, e eu julgo que há que aguardar esse momento para catalogar a situação", disse.

Ainda assim, o candidato admitiu que "é mais ou menos óbvio que esta intervenção não segue o direito internacional".

"Não vale a pena negar as evidências, não segue o Direito Internacional. Eu já disse que prefiro mudanças pela via pacífica do que pela via violenta, mas os Estados Unidos há muito tempo que indiciavam uma intervenção desta natureza", afirmou.

Se fosse Presidente da República, Mendes traçou a sua prioridade: "Se eu fosse presidente, neste momento, a única grande preocupação, ou pelo menos a principal preocupação, seria com a comunidade de pessoas".

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